EAP forma mais 72 AEVPs

A solenidade foi realizada no auditório da Escola de Administração Penitenciária

72 agentes de escolta e vigilância Penitenciária (AEVPs) celebraram a conclusão do Curso de Formação Técnico-Profissional, após 6 meses de aulas. A celebração ocorreu em 22 de maio, no Auditório da Escola de Administração Penitenciária “Dr. Luiz Camargo Wolfmann”.

No evento, houve a reunião de familiares e convidados que se emocionaram em cada etapa da cerimônia. Os discursos do orador e do paraninfo tratavam sobre as dificuldades enfrentadas pela distância dos familiares durante a formação profissional e também sobre as diferenças culturais entre os cursistas, pois os alunos tinham origem em várias regiões do Estado de São Paulo e, um menor número, de outros Estados.

O curso de formação exigiu muito dos alunos academicamente e também teve disciplinas que exigiram um bom preparo físico. Além disso, houve o aspecto emocional que multiplicou as dificuldades do curso, pois os agentes se distanciaram dos familiares e de suas cidades de origem já a partir do início das aulas. Os alunos precisaram de dedicação para as disciplinas de Legislação, Prática do Serviço de Escolta e de Vigilância, Direitos Humanos entre outras matérias específicas. As aulas do curso de formação foram realizadas na Escola de Administração Penitenciária (EAP) “Dr. Luiz Camargo Wolfmann”.

Lourival Gomes, secretário da Administração Penitenciária, iniciou o discurso com um pedido de desculpas em nome do governador Márcio França, que não pode comparecer em razão de outros compromissos anteriormente pré-agendados. O secretário destacou que a função do AEVP é extremamente relevante, mas lembrou que todos têm função importante no sistema prisional. Gomes também falou do sistema prisional paulista, que custodia cerca de 230 mil presos e ainda possuí 36.500 servidores. Ainda salientou que roda o país por causa da função que tem como presidente do Conselho Nacional de Secretários de Estado de Justiça, Direitos Humanos e Administração Penitenciária (Consej), e por onde passa não vê servidores tão dedicados, tão abnegados e comprometidos como se tem em São Paulo. “Não é bairrismo, é observação técnica, é observação de quem transita pelo sistema prisional do país”.

Experiência de Vida

O formando Rogério Araújo da Silva ressaltou que o curso foi muito além da expectativa inicial, muito diferente de qualquer experiência que teve na vida. “Aprendemos muita coisa, ampliamos o campo de visão. O curso agregou muito em minha vida pessoal e profissional”, afirmou. Já Ed Lincon Silvestre Reis disse que fez amigos durante o curso de formação e quer levá-los para o resto da vida. “O curso de formação e os docentes foram sensacionais”.

Carlos Gomes, outro formando, declarou que pretende desempenhar da melhor forma sua a função, de forma ética e profissional e, futuramente, galgar novas posições dentro da secretaria por meio de outros cursos na EAP.

O docente Hamilton Araújo da Fonseca, que foi um dos paraninfos, disse que as turmas e as aulas no curso de formação foram muito boas, pois permitiu dar mais suporte e atenção aos alunos e corrigir aqueles que tinham mais dificuldade. Também lembrou que aprendeu muito com os alunos, principalmente com aqueles que vieram do interior, com outras culturas. “O pessoal do interior tem muito a ensinar para a gente, em cada turma se tem oportunidade de aprender muito”. Kleber Guislotti, que também lecionou para os formandos, apontou que é muito satisfatório ver a evolução da EAP e a integração entre o corpo docente. “Isso resulta em profissionais capacitados como vemos agora”.

Gisele Angélica Silveira Rodrigues Rampazzo, diretora do Curso de Formação Técnico-Profissional de Agentes de Segurança Penitenciária (CFAASP), afirmou ser um ganho ter esses 72 agentes formados e saber que irão colaborar com a parte de escolta e vigilância e que irão compor a família SAP. “Espero que os formandos trilhem o melhor caminho possível, o curso foi trabalhado com todo o carinho, os docentes foram escolhidos a dedo e com toda dedicação e empenho formaram esses novos agentes”.

Márcia Cortelline, diretora do núcleo que coordenou as turmas, comentou sobre a alegria que sentia pelos alunos formados. “Espero que tenham uma maravilhosa trajetória em nossa Secretaria, que os recebe de braços abertos. As turmas de alunos foram muito boas, só tive elogios de todos os docentes e estou muito feliz por isso”, enfatizou.

A diretora da EAP, Leda Maria Gonzaga, destacou a importância da formatura pois o Agentes de Escolta e Vigilância Penitenciária são forças complementares e somam esforços juntamente com os agentes de segurança penitenciária, com o zelo das unidades prisionais paulistas e das suas atividades.


Fonte: SAP

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