Presídio de segurança máxima de João Pessoa (PB) tem fuga em massa

É a maior fuga de presos da história da Paraíba. Bandidos explodiram o portão principal do presídio e 92 presos fugiram; 42 estão foragidos.

Carlos Vitolo Jornalista/Assessor de Imprensa do Sindasp.

imprensa@sindasp.org.br

® © (Direitos reservados. A reprodução das notícias é autorizada desde que contenha a assinatura do jornalista e do Sindasp-SP, mediante penas da lei.)

Bandidos usaram explosivos contra o portão principal do presídio de segurança máxima de João Pessoa, na madrugada desta segunda-feira (10); 42 presos ainda estão foragidos.

Ainda estava escuro quando começaram as buscas pelos 92 fugitivos. Dona Francisca, que mora perto do presídio, acordou com o barulho de um homem pulando o muro da casa dela.

“Levaram a roupa do meu marido, mas foi só isso mesmo que levaram. Graças a Deus não mexeram com ninguém”.

Três fugitivos estavam escondidos em um mercadinho.

Foi a maior fuga de presos da história da Paraíba. Cerca de 20 homens teriam participado do ataque, no início da madrugada desta segunda-feira. Com explosivos e fuzis ponto 50, capazes de perfurar aço blindado, eles colocaram abaixo o portão principal de um presídio de segurança máxima.

Moradores da região registraram o tiroteio. Agentes penitenciários correram para se abrigar.

“E quem ia entrar? Não entrava, não. Era entrar e morrer. Os caras tudo de ponto 50, fuzil, 762”, conta um agente que não quis se identificar.

Os bandidos, então, invadiram o presídio e usaram alicates para abrir as celas. Os detentos comemoravam.

No mesmo horário, outro grupo fechou a rodovia que dá acesso ao presídio. Um tenente da PM foi baleado na cabeça e morreu no hospital.

Segundo a polícia, a intenção era resgatar integrantes de uma quadrilha acusada de explosões de banco em todo o país.

A Secretaria de Segurança Pública prometeu reforçar o efetivo policial e dar uma resposta rápida à população.

O secretário estadual de Administração Penitenciária, Sérgio Fonseca, disse que os agentes resistiram o quanto podiam, mas admitiu que as forças de segurança não têm o mesmo poder de fogo dos criminosos.

“Os agentes e os policiais, que bravamente iniciaram essa primeira troca de tiros, realmente tiveram que se abrigar”.


Fonte: Jornal Nacional

menu
menu