Sindasp defende ASPs em mobilização na Praça da Sé

O manifesto é em defesa dos direitos dos trabalhadores e contra as reformas trabalhista e previdenciária

Carlos Vítolo Jornalista/Assessor de Imprensa do Sindasp.

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O Sindasp-SP representou os agentes de segurança penitenciária (ASP) na mobilização realizada na manhã desta sexta-feira (10), em São Paulo, na Praça da Sé. A mobilização foi unificada entre sindicatos e centrais sindicais.

O manifesto foi em defesa dos direitos dos trabalhadores, pela revogação da reforma Trabalhista, contra a reforma da Previdência e pelo fim do trabalho escravo. A manifestação envolveu trabalhadores dos setores público e privado.

“Participamos da mobilização para representar e defender os direitos dos agentes penitenciários do Estado de São Paulo. O Sindasp-SP não poderia ficar de fora dessa mobilização tão importante coordenada pelas centrais sindicais. Além das reformas, repudiamos também o Projeto de Lei 920/2017, do governador, e estamos aqui para defender os ASPs”, disse o secretário geral do Sindasp-SP, Cícero Félix, que participou do manifesto.

O Projeto de Lei (PL) 920/2017, de iniciativa do governador Geraldo Alckmin (PSDB), pretende congelar investimentos em áreas como saúde, segurança e educação por dois anos. Alckmin já encaminhou o projeto à Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp). A proposta do governo, além de congelar salários, vai impedir uma série de políticas públicas, bem como investimentos em programas sociais. A proposta de Alckmin é semelhante à lei federal, adotada por Temer, que permite o refinanciamento das dívidas dos Estados, além do acesso a recursos do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). A medida congelou os investimentos públicos por 20 anos.

A aprovação do projeto poderá levar os serviços públicos estaduais ao sucateamento e a desvalorização ainda maior dos servidores, consequentemente dos agentes penitenciários, já há três anos sem reajuste salarial. O último reajuste da categoria ocorreu em 2014, fruto de uma greve coordenada pelo Sindasp-SP.

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