Sindasp participa de manifesto em Brasília contra a reforma da Previdência e pela criação da Polícia Penal

Agentes penitenciários e policiais são recebidos com bombas de gás lacrimogêneo e gás de pimenta pela Polícia Legislativa

Carlos Vítolo Jornalista/Assessor de Imprensa do Sindasp.

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Carlos Vítolo

DE BRASÍLIA-DF

Diretores e filiados do Sindasp-SP representaram a categoria dos agentes de segurança penitenciária (ASP) na manifestação que ocorreu um Brasília-DF, na Esplanada dos Ministérios, seguindo para o Palácio do Planalto e finalizando Câmara dos Deputados.

A manifestação, que foi nacional, ocorreu na tarde de quarta-feira (8), com início às 13h30 e contou com a participação de policiais civis, rodoviários, federais e agentes de trânsito, que protestaram contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 287/16, que retira da Constituição o artigo que reconhece a atividade de risco dos profissionais de segurança pública para os critérios de aposentadoria.

Os agentes penitenciários cobraram melhorias no sistema penitenciário, principalmente a constitucionalização da profissão, por meio da inclusão da categoria no artigo 144 da Constituição Federal, aprovando as PECs 308/04 e 14/2016, que criam Polícias Penitenciárias federal, estaduais e distrital. CLIQUE AQUI E VEJA O ÁLBUM DE FOTOS.  

Os manifestantes também protestaram contra a reforma da Previdência e a terceirização e privatização dos presídios, além de cobrarem a nomeação dos aprovados em concurso em todo país.

Diversos deputados discursaram durante o movimento, entre eles, Major Olímpio Gomes (SD/SP), que defendeu os agentes penitenciários e cobrou a aprovação da Polícia Penal.

►Agentes penitenciários e policiais são recebidos com bombas de gás lacrimogêneo e gás de pimenta pela Polícia Legislativa

De acordo com a liderança nacional da manifestação, um grupo de deputados receberia representantes do movimento na Câmara. Os manifestantes saíram em passeata, passando pelo Palácio do Planalto seguindo em direção à Câmara.  

No túnel que dá acesso ao Salão Verde da Câmara, que leva ao plenário, os manifestantes foram impedidos pela Polícia Legislativa de entrarem no local. A Polícia Legislativa usou bombas de gás lacrimogêneo e spray de pimenta contra os policiais e agentes penitenciários. O túnel e o Salão Verde foram tomados pela fumaça, que também atingiu jornalistas que trabalhavam na cobertura e inclusive funcionários da Câmara, que começaram a tossir e lacrimejar por conta do gás.

No plenário, o deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP) reclamou do uso do gás e spray de pimenta pela Polícia Legislativa.

Mais uma vez, o Sindasp-SP esteve presente e representou os agentes penitenciários de São Paulo, exigindo melhorias no sistema penitenciário, na carreira e no reconhecimento constitucional da categoria.

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