Unidades prisionais da CRC participam da campanha Setembro Amarelo

Palestras, caminhadas e atendimento psicológico fizeram parte do mês de prevenção ao suicídio

A Coordenadoria da Região Central (CRC) aderiu à campanha do Setembro Amarelo e teve como objetivo conscientizar e alertar os servidores sobre o suicídio.

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), aproximadamente 780 mil pessoas morrem anualmente por suicídio e um número cerca de 20 vezes maior tentam o ato (75% dos casos de pessoas que tiram a própria vida acontecem em países de renda baixa ou média na faixa etária entre 15 e 29 anos). No Brasil, os dados oficiais são de 32 mortes por dia e nove em cada 10 casos poderiam ser evitados.

Com o passar do tempo foi observada, cada vez mais, a necessidade de traçar metas para diminuir a taxa de suicídios e ao longo da década de 1980 foram se mapeando as estratégias de prevenção. No Brasil as taxas vêm aumentando cerca de 12% e, de acordo com o professor das Faculdades de Ciências Médicas da Unicamp, Carlos Cais, que ministrou palestra sobre o assunto para diretores e servidores da CRC, as tentativas de suicídio são maiores que o próprio suicídio e no homem isso pode ser associado ao desemprego; já nas mulheres, um dos motivos pode ser o uso de substâncias químicas como álcool e drogas.

Cais disse que pessoas que já tiveram comportamento suicida são um risco maior na população. Todos os sinais demonstrados não devem ser banalizados. Ainda que sejam ameaças deve se prestar ajuda adequada. A impulsividade também tem a ver com o suicídio, portanto, é preciso reduzir a possibilidade de cometê-lo. “Afastar precocemente do trabalho, pessoas que possuam porte de armas, pode evitar que o individuo tire a própria vida”, resume o médico.

De acordo com o coordenador da CRC, Jean Ulisses Carlucci, o ciclo de palestras proporcionou conhecimento aos diretores, supervisores, diretores de segurança e disciplina e de escolta e vigilância, servidores do Grupo de Acolhimento, a fim de identificar eventuais colegas de trabalhos que necessitam de ajuda, e sejam tomadas as providências que o caso requer, por meio do Centro de Qualidade de Vida e Saúde do Servidor (CQVidass) da CRC, ação que vai ao encontro da campanha: "Um olhar amigo pode mudar tudo".

Nas unidades

Durante todo o mês a campanha foi feita nas unidades. Palestras, atendimentos psicológicos e ambientes caracterizados pela cor amarela fizeram parte do dia a dia dos servidores. O objetivo é reduzir o número de suicídios dentro do sistema, um mal silencioso, que muitas pessoas não oferecem a ajuda necessária por falta de informação ou por não perceberem as atitudes suicidadas do colega.

Um dos motivos que podem contribuir para que o ASP e o AEVP atentem contra a própria vida, pode ser o estresse devido aos riscos da profissão. Para a psicóloga e diretora do CQVidass, Adriana Mancilha, é preciso prestar atenção no comportamento do colega de trabalho que apresenta atitudes suspeitas. “A formação da ideia suicida e os suicídios que ocorrem são complexos, tendo uma combinação de causas que culminam no ato. “Precisamos estar atentos aos sinais e prevenir por meio de palestras, folders e acolhimento aos servidores que apresentam alteração de comportamento e que possam estar incluídos no grupo de risco”, resume a psicóloga.


Fonte: SAP

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