Agentes penitenciários do MA decidem fazer ato em vez de greve

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Reunidos em assembleia ontem (22) à noite, os agentes penitenciários do Maranhão descartaram fazer uma greve da categoria e decidiram realizar apenas um ato público, no próximo dia 28, contra o que eles acreditam ser uma tentativa de esvaziamento de suas funções, por parte da Secretaria Estadual de Justiça e Administração Penitenciária (Sejap).

 

Para combater a crise no sistema penitenciário maranhense, a Sejap emitiu uma portaria que determina que todas as atividades de intervenção e segurança penitenciária sejam realizadas apenas por integrantes do Grupo Especial de Operações Penitenciárias (Geop). Com isso, na prática, a Polícia Militar do Maranhão é quem passa a tomar conta do Complexo Penitenciário de Pedrinhas – que tem sete unidades. O Batalhão de Choque da PM também já está intervindo no presídio há pelo menos um mês, desde que começaram as brigas entre facções pelo controle das unidades e os consequentes motins.

 

O ato dos agentes penitenciários contra a portaria, no dia 28, está marcado para acontecer às 8h, em frente à Sejap, em São Luís. César Castro, o “Cesár Bombeiro”, do Sindspem (entidade que reúne os agentes), disse que uma greve neste momento seria “desgastante” para a categoria.

 

“Já há um desgaste muito grande com toda a crise carcerária que existe no Maranhão, e se houvesse qualquer coisa poderiam nos culpar, até correlacionar uma eventual greve a questões político-partidárias”, afirmou.

 

De acordo com nota da Sejap, assinada pelo titular da secretaria, Sebastião Uchôa, a portaria visa apenas “reordenar e otimizar o trabalho dos agentes penitenciários no Complexo Penitenciário de Pedrinhas”.

 

No ano passado, 60 presos foram mortos no Complexo de Pedrinhas, segundo o Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Neste ano, três já foram assassinados no complexo e um no presídio de Santa Inês (a 300 quilômetros de São Luís), ontem (22).

 

Fonte: Jornal Pequeno

 

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