Agentes penitenciários iniciam greve geral

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A greve geral dos agentes de segurança penitenciária (ASP) do Estado de São Paulo teve início a partir da 0h desta segunda-feira (20).

 

A paralisação foi decretada pela categoria, após 23 assembleias gerais convocadas pelo Sindicato dos Agentes de Segurança Penitenciária do Estado de São Paulo (Sindasp-SP).

 

O movimento é uma retomada da greve geral de 2014, realizada entre os dias 10 e 26 de março, tendo em vista que o governo não cumpriu por completo o acordo firmado naquela oportunidade.

 

Conforme ficou acordado, e registrado em ata, o governo deveria ter arquivado todos os Processos Administrativos Disciplinares (PADs) contra os agentes penitenciários que participaram daquela paralisação e criado o Bônus de Resultado Penitenciário (BRP), a ser concedido anualmente aos servidores.

 

No entanto, após um ano e quatro meses do acordo firmado no Palácio dos Bandeirantes, 32 agentes penitenciários ainda são vítimas de processo administrativo e correm o risco de serem exonerados. A categoria também não recebeu nenhuma proposta concreta de criação do bônus.

 

De acordo com a decisão das assembleias, a greve somente será suspensa se o governo arquivar todos os PADs e apresentar uma definição sobre a concessão do bônus anual.

 

No mês passado, diretores do Sindasp-SP estiveram reunidos com o secretário de Estado da Administração Penitenciária, Lourival Gomes, e com os coordenadores das unidades prisionais das diversas regiões do Estado, para tratar do cumprimento do acordo por parte do governo, mas não houve sucesso nas negociações.

 

De acordo com o presidente do Sindasp-SP, Daniel Grandolfo, durante a reunião o secretário disse que está analisando os processos caso a caso e todos estão em seu gabinete, mas não estão arquivados. “O secretário não deu nenhuma definição, disse apenas que ainda estão em análise”, disse Grandolfo.

 

A greve da categoria é por tempo indeterminado deverá atingir os cerca de 35 mil agentes penitenciários nas 163 unidades prisionais do Estado. Confira abaixo o pronunciamento do presidente do Sindasp-SP e o que funciona e o que não funciona nas unidades prisionais durante o período de greve:

 

 

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