Agentes prisionais em greve impedem recebimento de presos em Goiás

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Agentes penitenciários que atuam na Casa de Prisão Provisória (CPP) de Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana da capital, paralisaram as atividades nesta terça-feira (10). Durante a manhã, ao menos 30 presos que estavam em delegacias foram recusados na unidade e tiveram de ser levados de volta pelos policiais.

 

Outros serviços operacionais, como a visita de advogados, não foram realizados pelos grevistas. Eles pedem reajuste de salários e a criação de um plano de cargos. Além disso, os agentes pedem mudanças nas condições de trabalho da categoria.

 

Uma comissão formada pelos agentes deve se reunir com o secretário da Administração Penitenciária e Justiça, Edemundo Dias para discutir as reivindicações.

 

O piso salarial dos agentes penitenciários é de R$ 2,5 mil. Segundo os grevistas, em todo o estado trabalham cerca de 1,2 mil agentes para vigiar 14 mil presos. Para eles, o número mínimo de agentes necessários seria de 4 mil servidores.

 

Essa é a segunda paralisação da categoria em menos de um mês. No último dia 20 de agosto, os agentes cruzaram os braços. Na ocasião, cerca de 60 presos não foram recebidos na CPP. Os grevistas foram recebidos pelo secretário e foi feito um acordo de que a discussão seria retomada para discutir o reajuste. Como não houve um novo acerto, a categoria optou pela nova greve, segundo a Associação dos Servidores do Sistema Prisional do Estado de Goiás (Aspego).

 

Fonte: G1

 

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