Agentes querem impedir mais detentos em Valparaíso

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Agentes penitenciários de Valparaíso prepararam um abaixo-assinado em que pedem que novos presos não sejam encaminhados à cidade. A unidade está com o dobro da capacidade. Os funcionários também criticam as condições de trabalho e consideram desumana a situação das celas, com muitos presos dormindo amontoados. A unidade pode receber 873 detentos, mas conta com 1.732, divididos em quatro pavilhões.

 

As celas chegam a ter 14 presos cada, em vez dos seis recomendados. Ainda segundo os agentes, detentos punidos com problemas de indisciplina em outras unidades têm sido levados para Valparaíso, o que colabora para a superlotação. Para conseguirem se acomodar, os presos improvisam redes, que se aglomeram umas sobre as outras. Um agente, que pediu para não ser identificado, afirma que a situação já resultou na queda de homens, inclusive com casos de traumatismo craniano.

 

O abaixo-assinado foi protocolado na Promotoria de Justiça, na Vara de Execuções Penais de Araçatuba e na Comissão de Direitos Humanos da subsede da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), na cidade. “Este abaixo-assinado não tem o escopo de defender o criminoso, apenas de resguardar os direitos garantidos a todos os seres humanos, e mais ainda, garantir ao funcionário do sistema prisional um mínimo de segurança e tranquilidade”, afirma trecho do documento, que relata ainda reclamações e ameaças por partes dos presos devido à situação.

 

FALTA DE FUNCIONÁRIOS

 

Os funcionários também criticam a falta de agentes penitenciários. Por causa disso, as revistas para a entrada de familiares tornam-se demoradas. Segundo eles, durante o dia, cerca de 30 agentes realizam o trabalho e outros 14 à noite. A categoria também afirma ter dificuldades para fazer a contagem dos presos nas celas, devido às aglomerações. Outro problema é a presença de presos provisórios na unidade em meio a detentos em regime fechado.

 

Fonte: Folha da Região

 

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