Além de auxiliar e orientar funcionários durante rebelião no CDP de SJC, Sindasp denuncia falta de segurança na unidade em defesa dos ASPs

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Durante a rebelião ocorrida no último dia 26 no Centro de Detenção Provisória (CDP) de São José dos Campos, onde os detentos mantiveram refém um agente de segurança penitenciária (ASP), o Sindasp-SP manteve presente no local o tempo todo o diretor Jurídico da sede da Capital, Rubens Rodrigues Francisco, conhecido como Bin Laden. (Foto: G1/Vale do Paraíba e Região)

 

O representante do Sindasp-SP foi enviado ao local assim que iniciou a rebelião com o objetivo de prestar assistência aos funcionários da unidade, aos familiares do servidor que estava de refém, bem como dialogar com as autoridades presentes para que a vida do ASP fosse prioridade e o mesmo libertado com segurança.

 

De acordo com Bin Laden, ele conseguiu conversar com a juíza Sueli Zeraik, da Vara de Execuções Criminais (VEC), que estava na unidade para as negociações. O diretor conseguiu solicitar junto à juíza que a libertação do ASP fosse prioridade antes qualquer negociação pleiteada pelos detentos.

 

O diretor destacou que também conversou com o coordenador das unidades prisionais da Região do Vale do Paraíba e Litoral, Nestor Pereira Colete Júnior, que começou a buscar o desfecho para a libertação do ASP.

 

O ASP foi libertado graças à presença do Sindasp-SP que intercedeu junto às autoridades que atuavam nas negociações para que a vida do refém fosse colocada em prioridade antes atender qualquer solicitação dos detentos.

 

Inclusive, o diretor do Sindasp-SP lembra que, quando já estava dentro da unidade, entre a revisora e a carceragem, o presidente Grandolfo lhe pediu que intercedesse pela entrada do diretor do Sifuspesp, Fabio Jabá, para que o mesmo também acompanhasse o desfecho da libertação do agente penitenciário que estava de refém. “Não só para fazer um trabalho em conjunto como para demonstrar que a proteção da vida do ASP está acima de qualquer tipo de bandeira”, disse Bin Laden. “Pedi então para os agentes que estavam ali na revisora chamarem o Fábio Jabá e ele entrou e começou a nos acompanhar na carceragem. Tivemos a cautela de não ficarmos próximos à comissão de negociação”, afirmou o diretor do Sindasp-SP.

 

Após a libertação do refém, o Sindasp-SP acompanhou o estado de saúde do ASP prestando a assistência necessária. Além de todo apoio, o Sindasp-SP não mediu esforços e denunciou a situação dos agentes penitenciários do CDP de São José dos Campos na Comissão de Segurança Pública e Assuntos Penitenciários da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp). A denúncia foi apresentada pelo presidente Daniel Grandolfo, que foi ouvido na tarde de quarta-feira (1º) pelos deputados. “A unidade não tem segurança nenhuma”, disse o presidente. O CDP tem capacidade para 525 presos e conta com uma população de 1.176, segundo o site da SAP. Mais informações sobre as denúncias do Sindasp-SP na Comissão podem ser lidas na reportagem “Presidente do Sindasp é ouvido por deputados da Comissão de Segurança Pública da Alesp e expõe problemas vividos por agentes penitenciários”.

 

A diretoria do Sindasp-SP orienta a todos os agentes penitenciários para estarem atentos aos problemas vividos no dia a dia das unidades, tais como, questões de segurança, condições de trabalho, direitos não respeitados, entre outros, e procurem qualquer diretor, representante ou sede do sindicato para relatar o problema. O Sindasp-SP tomará as medidas cabíveis. Mais uma vez o Sindasp-SP mostrou que sempre está pronto para sair em defesa do ASP.

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