Após maior fuga da história, agentes penitenciários criticam condições de trabalho

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O Sindicato dos Agentes Penitenciários do Rio Grande do Norte (Sindasp) emitiu nota comentando a fuga de 46 presos do presídio provisório Raimundo Nonato, na madrugada desta terça-feira (12), na zona Norte de Natal. Segundo a presidente do Sindasp, Vilma Batista, a falta de condições de trabalho para os agentes contribuiu para a fuga.

 

“Infelizmente, fugas como essa representam o mais puro retrato do abandono dos gestores públicos para com o sistema prisional. Os presídios são os tapetes para onde se empurram o lixo para debaixo. Os agentes penitenciários trabalham sem as condições mínimas de estrutura e equipamentos, seja para proteção individual ou proteção da própria unidade”, disse Vilma Batista.

 

Segundo a sindicalista, falta investimento em armamentos, viaturas, monitoramento eletrônico nas unidades e estruturas físicas compatíveis com a custódia de presos. No Raimundo Nonato, por exemplo, havia 430 presos custodiados, quando a capacidade máxima deveria ser de 216 presos.

 

“São essas e outras medidas que esperávamos do governador e não o discurso de querer fazer cogestão ou PPP, pois hoje temos policiais bem treinados nas guaritas, Força Nacional no reforço externo e, mesmo assim, fugas ainda acontecem”, argumentou Vilma Batista. “Isso prova que não são servidores contratados que irão mudar essa realidade, mas sim investimentos nas condições de trabalho, boas estruturas das cadeias e agentes penitenciários motivados e equipados”.

 

Para o Sindasp, os agentes penitenciários fazem “milagres” e a possibilidade de privatizar ou fazer parcerias para gerir presídios não solucionarão o caso.

 

“Esse modelo de gestão que o Governo quer implantar no RN é o mesmo modelo falido que outros estados já implantaram e, agora, sofrem com determinação judicial para o término desse retrocesso no sistema penitenciário”, disse Vilma Batista, solicitando ainda que o governador Robinson Faria receba os agentes para discutir a situação do sistema penitenciário.

 

Fonte: Tribuna do Norte

 

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