Assembleia no Sindasp aprova 20% de reposição salarial, luta contra privatização e cobra reconhecimento do governo e da sociedade

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Com grande exemplo de participação dos agentes de segurança penitenciária (ASP), a Assembleia Geral Extraordinária (unificada) realizada ontem à noite na sede estadual do Sindasp-SP, aprovou por unanimidade que a categoria deverá reivindicar junto ao governo 20% de reajuste salarial. A porcentagem se refere às perdas salariais da categoria nos últimos cinco anos.

A assembleia também aprovou a luta unificada entre Sindasp-SP e Sindcop contra a privatização do sistema prisional, que foi anunciada no mês passado pelo governador João Doria. Sete presídios serão privatizados, dos quais, quatro já estão em construção e outros três serão construídos nos próximos quatro anos.

A assembleia foi aberta com a leitura do edital de convocação e da pauta, feita pelo secretário-geral do Sindasp-SP, Cícero Félix.

O presidente do Sindasp-SP, Valdir Branquinho, motivou os presentes sobre a luta contra a privatização e os diversos problemas enfrentados pela categoria. “Não vamos desistir de lutar. Vamos continuar de gabinete em gabinete tentando reverter essa situação”.

O presidente do Sindcop, Gilson Pimentel Barreto, fez um relato sobre o resultado das assembleias anteriores, ressaltando que, em todas, as principais reivindicações da pauta única, como reposição salarial e a luta contra a contra privatização, foram aprovadas. Barreto lembrou ainda que no mês de março é celebrada a data-base dos servidores penitenciários, o que reforça o motivo de luta por reposição salarial.

Entre os assuntos que foram trazidos ao debate, os participantes da assembleia discutiram a superlotação de presos, a falta de funcionários, os desvios de função e o não reconhecimento da categoria pela sociedade e pelo governo de Estado.

Antes de votar a pauta, foi aberta a palavra aos servidores e muitos desabafaram sobre as péssimas condições do ambiente de trabalho das unidades prisionais. Um disse não aguentar mais as consequências da superlotação, outro destacou que tem unidades que trabalham com 22 funcionários por turno, com apenas um funcionário para cerca de 560 presos no raio. Um dos participantes lembrou sobre o desvio de função e a necessidade de conscientizar os servidores sobre a ilegalidade desse tipo de trabalho feito pelos agentes penitenciários. “Precisamos de um movimento justo para mostrar para os colegas que eles estão fazendo algo irregular, proibido e que só é vantajoso para o Estado”, disse o ASP.

Resta agora a última assembleia unificada, que acontece amanhã, em Bauru, na sede do Sindcop, e que tem o objetivo de colher propostas para a elaboração da pauta única da categoria e da luta contra a privatização do sistema prisional. Todas as propostas estão sendo anotadas e após a conclusão das quatro assembleias e elaboração da pauta única, os sindicatos farão o protocolo das reivindicações junto ao governo e tornarão público nos sites das instituições e na imprensa.

Sindasp e Sindcop, unidos para fortalecer e defender a categoria

Em defesa dos interesses da categoria, diretores dos dois sindicatos estiveram reunidos em 5/2, em Bauru, na sede do Sindcop, para definir a unificação da luta. Entre as estratégias de luta, representantes dos dois sindicatos irão percorrer os gabinetes dos deputados estaduais, federais e senadores em busca de apoio contra a privatização. Também será proposta a realização de audiências públicas nas Câmaras Municipais e na Alesp (Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo).

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