Com nova prisão, polícia totaliza 31 recapturados após roubo a carro-forte

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A Polícia Civil prendeu mais um dos 37 presos que há dez dias foram libertados por assaltantes durante um ataque a um carro-forte em Cajuru (SP). Segundo o delegado Wanderley Fernandes Martins Junior, de Mococa (SP), o detento foi encontrado no domingo (16) em Ribeirão Preto (SP). Com a prisão, sobe para 31 o número de pessoas encontradas pelas autoridades desde a ocorrência.

 

Ao todo, 37 detentos fugiram do comboio por uma mata no dia 7 depois de serem libertados por um grupo que assaltou e explodiu um carro-forte na Rodovia Abrão Assed (SP-338). No mesmo dia, 20 foram reavidos. Ninguém da quadrilha foi preso.

 

Segundo Martins Junior, neste domingo, após receberem uma denúncia anônima, os policiais se deslocaram até uma casa, em Ribeirão, e recapturaram o 31º dos 37 foragidos tentando se esconder no local.

 

O detento, de acordo com o delegado, é natural de Santa Cruz das Palmeiras (SP) e tinha sido preso por furto.

 

Os outros seis presos ainda não recapturados respondem por crimes como roubos, furto e homicídio.

 

Entenda o caso
O assalto ao carro-forte aconteceu na manhã do dia 7, na Rodovia Abrão Assed, entre Mococa e Cajuru. PMs que faziam a escolta de 41 presos em outro veículo entraram em confronto com os criminosos e, na troca de tiros, um vigilante morreu baleado.

 

Depois de explodirem o carro-forte, os assaltantes libertaram os detentos, que escaparam pela mata ao lado da rodovia – 37 libertados fugiram e quatro permaneceram no local, segundo a Secretaria de Administração Penitenciária (SAP). Um áudio de WhatsApp com mensagens trocadas entre PMs revelou que os detentos foram soltos em um canavial entre Brodowski (SP) e Serrana (SP).

 

No mesmo dia, 20 detentos foram recapturados em uma operação que mobilizou policiais de toda a região. Outro detento foi encontrado na madrugada de sábado (8) na zona rural de Mococa (SP). No dia 10, 30 já haviam sido encontrados pelas autoridades.

 

Em entrevista à EPTV, o ouvidor das polícias, Júlio César Fernandes Neves, afirmou que o dimensionamento da escolta foi mal planejado. Segundo Neves, o número de presidiários transportados exigiria, “no mínimo, o dobro de escolta e carro”.

 

A crítica foi rebatida pelo major da PM, Paulo Sérgio Fabbris, coordenador operacional do 51º Batalhão de Polícia Militar do Interior, em Ribeirão Preto (SP). Ele afirmou que a estratégia de comboio é realizada de acordo com o grau de periculosidade dos presos e não pela quantidade de homens.

 

Fonte: G1

 

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