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Com Pronasci, profissionais de segurança investem em qualificação

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Incentivados pelo Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci), os trabalhadores da segurança pública estão se destacando na qualificação profissional. Na última semana, em apenas 18 horas, foram esgotadas as 180 mil vagas de cursos de capacitação oferecidos pelo Ministério da Justiça por meio da Rede de Educação a Distância (EAD).

O alcance da iniciativa revela o esforço do MJ para mudar o cenário divulgado nesta sexta-feira (22) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Uma pesquisa constatou que 72,4% da população economicamente ativa do país afirmaram nunca ter freqüentado curso de formação e aperfeiçoamento profissional.

Prioridade do Pronasci, a qualificação dos policiais e demais trabalhadores da segurança pública inclui temas como Uso Progressivo da Força, Atendimento a Mulheres Vítimas de Violência e Direitos Humanos. A participação nos cursos oferecidos pela Rede Nacional de Altos Estudos em Segurança Pública (Renaesp) é um dos pré-requisitos para a participação no projeto Bolsa Formação, que oferece uma bolsa mensal de R$ 400 para quem recebe até R$ 1.700.

E não é apenas o incentivo financeiro que desperta o interesse na qualificação ? 50 mil profissionais (28%) participam dos cursos espontaneamente, sem qualquer acréscimo ao salário.

Os resultados já aparecem. Uma pesquisa realizada em março e abril deste ano pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) mostrou que profissionais de 21 estados – dentre 22 avaliados ? atribuem nota superior a nove ao Bolsa Formação. O levantamento ouviu 23.540 policiais.

Em março do ano passado, quando o projeto foi criado, o MJ estimava a participação de 20 mil profissionais. Após 14 meses, o beneficio já atinge 130 mil pessoas, seis vezes mais do que o previsto. A meta é atender 225 mil profissionais por ano.

Conhecimento e valorização

A diretora de Pesquisa e Ensino do MJ, Juliana Barroso, acredita que a participação nos cursos melhora o atendimento à população e a auto-estima dos policiais. ?Temos profissionais que não entravam em sala de aula há 10 anos. A sensação é de que eles aprenderam a profissão na prática das ruas. Esses cursos são importantes, pois oferecem mais técnica e cientificidade ao trabalho, além de valorizá-lo?.

?Tenho feito os cursos mais pelo conhecimento e pelo crescimento pessoal do que pelo aspecto financeiro?, salienta José Luis Silva, policial militar do Rio de Janeiro. Ele é beneficiado pelo Bolsa Formação e também pelo Plano Habitacional para Profissionais de Segurança, outra ação do Pronasci, que facilita o acesso à casa própria.

Os profissionais que participam das aulas funcionam, ainda, como multiplicadores dos conhecimentos nas suas corporações. Após concluir oito cursos oferecidos pelo MJ, Maria Costa, major da Polícia Militar do Distrito Federal, tornou-se tutora das turmas de ensino do DF. Ela ressalta a diversidade de temas e o fato de os cursos serem gratuitos. ‘A experiência é gratificante?, afirma.

No próximo ciclo da Rede EAD, o Ministério da Justiça abrirá 210 mil vagas. As inscrições serão realizadas em agosto.

Fonte: MJ
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