Conveniados do Iamspe cobram atendimento médico na região e SINDASP aciona Ministério Público para resolver o problema

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Cerca de 20 mil funcionários públicos estaduais da região atendidos pelo Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (Iamspe) pagam pelo plano de saúde todo mês, mas não conseguem usar o serviço. Eles enfrentam dificuldades há mais de um ano porque faltam hospitais e unidades de pronto atendimento credenciadas em várias cidades.

O Iamspe informou que a rede da região central, que inclui Araraquara, atende nove cidades e oferece mais de 25 serviços médicos entre hospitais, clínicas, consultas e exames. Informou ainda que negocia para voltar o contrato com um hospital em Araraquara e que a região é atendida por três hospitais, em Borborema, Santa Rita do Passa Quatro e Tabatinga.

 

apenas em Araraquara há 300 agentes penitenciários nessa situação. Em Itirapina, mais 400, sem contar os outros funcionários como os da Educação. Por isso, um abaixo-assinado foi enviado ao Iamspe pedindo explicações.

“Protocolamos ofício, eles responderam, fizemos uma audiência pública na Câmara Municipal de Araraquara, vieram, falaram que não teve interesse do hospital e ficamos sem solução. Se você quiser um atendimento médico de emergência, não há um ponto de referência do Iamspe aqui na cidade”, disse José Carlos dos Santos Ernesto, diretor administrativo do Sindicato dos Agentes de Segurança Penitenciaria do Estado de São Paulo.

Para tentar resolver o problema, o sindicato procurou o Ministério Público e entrou com uma ação contra a administração do instituto. “Estamos aguardando ainda uma posição da Justiça”, disse Ernesto.

Em Araraquara, apenas o Hospital Beneficência Portuguesa era conveniado ao plano, mas em novembro do ano passado o contrato foi cancelado. Agora, até para fazer um exame de sangue, o servidor público precisa se deslocar para outra cidade.

“Eu vou ter que ir para Ribeirão Preto. A gente liga e não consegue agendar. Então vou ter que ir fazer isso, depois novamente fazer o exame e por fim pegar o resultado. Viajar três vezes para fazer um simples exame de rotina”, relatou o agente penitenciário Antonio Caporal.

O agente André Luiz Alvez também reclama. A mulher dele está grávida de três meses. Ele disse ter procurado um hospital conveniado com o Iamspe e descobriu que ate em Matão, cidade mais próxima, que atendia o plano, também não é mais credenciado. O jeito foi fazer ultrassom e hemograma em um hospital particular. Segundo ele, já foram gastos pelo menos R$ 500. “Estamos pagando por algo que não tenho nenhum retorno. Isso gera um certo desconforto. Infelizmente isso não é opcional, ficamos de mãos atadas”, relatou.

Fonte: http://g1.globo.com/sp/sao-carlos-regiao/noticia/2015/12/conveniados-do-iamspe-cobram-atendimento-medico-na-regiao.html?utm_source=whatsapp&utm_medium=share-bar-desktop&utm_campaign=share-bar

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