Em entrevista ao SBT, diretor do Sindasp fala sobre preocupação com a segurança de agentes penitenciários que teriam nomes na lista de execução do crime organizado

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Em entrevista ao SBT, o Diretor de Regionais do Sindasp-SP, Gilmar Pereira, falou sobre a preocupação do sindicato em buscar a garantia da segurança dos agentes penitenciários que fariam parte de uma suposta lista, contendo dados com os nomes e endereços dos servidores e seus parentes, que poderiam ser executados por uma facção criminosa que atua dentro e fora dos presídios.

A existência da lista foi divulgada na imprensa na última terça-feira (22), a partir da operação Ethos, realizada pela Polícia Civil e o Ministério Público de São Paulo, com o objetivo de prender 41 pessoas que seriam ligadas a facção criminosa.

De acordo com o presidente do Sindasp-SP, Daniel Grandolfo, o sindicato manteve contato com o serviço de inteligência da Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) para apurar a existência da lista e dos nomes de agentes penitenciários e familiares que estariam correndo risco.

Grandolfo disse que todos os agentes penitenciários que tiveram os nomes citados na lista durante as investigações, foram devidamente informados e medidas foram tomadas para proteger tais servidores. “Todos eles estão cientes desde o início das investigações com apoio e suporte da SAP e das coordenadorias. Muito antes de os fatos serem divulgados na imprensa todas as medidas já haviam sido tomadas”, disse Grandolfo.

O presidente destacou que o Departamento Jurídico do Sindasp-SP solicitou vistas ao processo para garantir que, de fato, todos os agentes que tiveram os nomes na lista tenham sido realmente assistidos pela SAP. O Sindasp-SP informa à categoria que continuará acompanhando de perto as investigações.

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