GIR realiza operação na Penitenciária de Martinópolis após agressão a agente penitenciário

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Carlos Vitolo

Assessor de imprensa do Sindasp-SP
imprensa@sindasp.org.br

 

Após mais uma agressão sofrida na tarde de ontem (quarta-feira, 8) por um agente de segurança penitenciária (nome mantido em sigilo por segurança), dentro da unidade prisional de Martinópolis, o Grupo de Intervenção Rápida (GIR), da Croeste (Coordenadoria da Região Oeste) realizou uma revista na penitenciária nesta manhã, às 7h.

 

 

Com a revista, o agressor e todos os detentos envolvidos no fato foram transferidos para a Penitenciária I de Presidente Venceslau como forma de castigo.

 

O agente penitenciário foi agredido no momento em que realizava a soltura da tarde para o banho de sol dos detentos. O preso desferiu golpes na face e na boca do agente provocando sangramento e, na sequência, também golpeou o servidor na cabeça e pelas costas.

 

Durante a invasão as celas, o GIR lançou bombas de efeito moral e portava armamento calibre 12, com munição não letal. A operação contou com a participação do helicóptero Águia da Polícia Militar e foi acompanhada de perto pelo coordenador da Croeste, Roberto Medina, e pelo presidente do Sindasp-SP (Sindicato dos Agentes de Segurança Penitenciária do Estado de São Paulo), Daniel Grandolfo.

 

Para o presidente do Sindasp-SP, Daniel Grandolfo, a invasão do GIR na Penitenciária de Martinópolis foi o cumprimento do compromisso assumido pelo secretário de Estado da Administração Penitenciária, Lourival Gomes,e pelo coordenador da Croeste, Roberto Medina, durante uma audiência entre Grandolfo, Gomes e Medina, realizada em 11 de janeiro. “Ele disse que seriam tomadas medidas e de fato agiu rapidamente para punir o agressor do servidor penitenciário”, disse Grandolfo.

 

Na reunião, Grandolfo pediu ao secretário e ao coordenador da Croeste que fosse tomado alguma atitude em relação às agressões que os agentes vinham sofrendo durante o ano de 2011, e que se agravaram no último mês de dezembro em diversos presídios do Estado. “Não é mais possível exercer a função de agente e representar o Estado dentro das unidades colocando a própria vida em risco”, disse Grandolfo. Na oportunidade, o secretário e o coordenador se comprometeram em tomar as medidas necessárias para por fim a esses ataques e punir os responsáveis, inclusive com remoção para o Regime Disciplinar Diferenciado (RDD). “Todos serão punidos exemplarmente”, destacou Gomes.

 

O sindicalista apresentou uma proposta de automatização das unidades prisionais do Estado, visando a garantia de mais segurança ao sistema penitenciário e ao exercício diário das funções dos agentes de segurança penitenciária (ASP).

 

Grandolfo destaca que é necessário melhorar a segurança no sistema penitenciário para que os servidores exerçam suas funções em melhores condições de trabalho e garantam a preservação da integridade física e a própria vida.

 

Ainda em relação às agressões, o Sindasp-SP solicitou do secretário a criação das Células de Intervenção Rápida (CIR) em todas as unidades prisionais. O secretário disse que todas as unidades deverão colocar em prática o CIR e que vai cobrar todas as unidades que ainda não têm esse grupo. Gomes disse que os diretores vão ter que criar o CIR e que inclusive já há uma determinação do secretário para o treinamento dos agentes penitenciários.

 

Gomes apontou ainda que será criado um grupo de trabalho para estudar a proposta apresentada pelo Sindasp-SP. O grupo será composto por membros da engenharia da Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) e por diretores do Sindasp-SP, entre outros. O secretário destacou ainda que o início da automatização deverá começar pelos Centros de Detenção Provisória (CDPs).

 

O coordenador Roberto Medina afirmou que apoia a proposta do Sindasp-SP e irá disponibilizar um projeto-teste de automatização realizado em uma cela na unidade de Caiuá, região da Croeste. O grupo de trabalho deverá conhecer o projeto e estudá-lo, no entanto, também há outras propostas de automatização, como por exemplo, da Penitenciária “Dr. Sebastião Martins Silveira”, de Araraquara, que pode servir de exemplo para todas as outras unidades. 

 

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