Greve dos agentes penitenciários deixa presos sem visitas em Alagoas

0
19

O clima é tenso nas unidades do sistema prisional de Alagoas devido a paralisação de advertência de 48 horas deflagrada, na manhã deste sábado (10), pelos agentes penitenciários. A categoria ‘cruzou os braços’, comprometendo os dias de visitas dos familiares dos reeducandos, para protestar contra a atual política do governo do Estado, que segundo eles, vem adotando um modelo de privatização que vai resultar em custo para os cofres públicos e na desvalorização dos profissionais. Eles cobram também a realização de concursos e a concessão de bolsa no valor de R$ 1 mil.

 

Com a greve, que já foi considerada ilegal pelo juiz Braga Neto, as visitas foram suspensas por motivo de segurança, o que provou indignação dos detentos e familiares. Sem poder ter acesso aos presídios, os parentes dos presos se aglomeram na entrada das unidades prisionais e pressionam para ter acesso aos módulos.

 

“É um absurdo o que estão fazendo com a gente! Os agentes penitenciários propuseram que nós entregue a comida para eles entregarem aos nossos esposos e depois faça um protesto queimando pneu na pista para ajudar a eles. Não vamos fazer isso. Esse é um problemas entre eles e o Estado, não nosso. Quem está aqui fora só quer o direito de visitar quem tá lá dentro”, falou uma das mulheres dos reeducandos ao relatar que elas estiveram reunidas na quinta-feira (8) com o juiz Braga Neto, que garantiu a realização das visitas.

Com o clima tenso, algumas das mulheres batem nos alambrados e portões de acesso dos presídios, e jogaram ovos e pedras contra um grupo de agentes penitenciários que estão concentrados dentro do presídio Cyridião Durval e Baldomero Cavalcante.

 

Segundo o presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários de Alagoas (Sindapen), Jarbas Souza, apesar da notificação que considera a greve ilegal, o juiz Braga Neto não pode decretar a ilegalidade da greve. “Só o Tribunal de Justiça pode fazer isso. Vamos manter a greve só até o domingo porque ela é uma paralisação de advertência”.

 

Diante do embate entre os administradores do sistema prisional, agentes e parentes dos reeducandos, militares do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) foram acionados para evitar confrontos entre os agentes e familiares dos presos.

O secretário de Defesa Social de Alagoas, Dário Cesar, está reunido com o superintendente geral do Sistema Prisional, Carlos Alberto Luna dos Santos, para tentar encontrar uma saída para negociar com os agentes e garantir que as visitas voltem à normalidade.

 

Fonte: G1

 

DEIXE UM COMENTÁRIO

Digite seu comentário!
Informe seu nome aqui

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.