Mais um ASP é agredido na penitenciária de Capela do Alto

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Mais um agente de segurança penitenciária (ASP) viveu momentos de terror na tarde de ontem ao ser agredido por detentos na penitenciária de Capela do Alto. De acordo com as informações de funcionários da unidade, o fato ocorreu durante o procedimento do “bate-chão”, na cela dois do raio oito. Por questões de segurança, preservamos o nome do ASP.

 

Quando o funcionário abriu a porta da cela para realizar o procedimento, um detento imediatamente partiu para cima do ASP, seguido por outros presos, que desferiram socos e chutes que atingiram o funcionário, deixando o mesmo bastante machucado.

 

Após a agressão, os detentos tomaram a chave e abriram as outras celas do raio. O agente penitenciário foi levado para o Hospital Regional de Sorocaba. Segundo informação a ser confirmada, o Grupo de Intervenção Rápida (GIR) foi convocado para fazer uma blitz na unidade.

 

Uma nota da Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) relata que “a situação foi normalizada e a unidade opera dentro dos padrões de segurança e disciplina da SAP”. Destaca ainda que foi registrado um boletim de ocorrência e que seis detentos que tiveram participação na agressão responderão processo administrativo disciplinar. Ainda de acordo com a nota, será solicitado “a internação deles no Regime Disciplinar Diferenciado por 360 dias. A Penitenciária de Capela do Alto terá em breve as portas de celas automatizadas, o que impedirá esse tipo de ocorrência. Com a automação das portas, evita-se o contato entre funcionários e presos na abertura e fechamento das celas, dando mais segurança ao trabalho dos agentes”, relata a nota.

 

A automatização das unidades prisionais foi uma conquista do Sindasp-SP junto ao governo e tem como principal objetivo evitar o contato físico entre agentes penitenciários e detentos, que em diversas situações resulta em agressões como ocorreu na tarde de ontem.

 

A automatização é um processo mecânico que possibilita a abertura e a tranca das portas das celas à distância, através de um painel eletrônico. O procedimento tranca as portas das celas com dois ferrolhos de aço que travam as grades, em aproximadamente sete segundos.

 

Em janeiro de 2012, o presidente do Sindasp-SP, Daniel Grandolfo, esteve reunido com o secretário de Estado da Administração Penitenciária, Lourival Gomes, e com o coordenador da Croeste (Coordenadoria da Região Oeste), Roberto Medina, para discutir os casos de agressões contra agentes que se intensificaram a partir desde 2011.

 

Na oportunidade, o secretário se comprometeu em tomar as medidas necessárias para por fim aos ataques e punir os responsáveis, inclusive com remoção para o Regime Disciplinar Diferenciado (RDD). Gomes destacou na época: “todos serão punidos exemplarmente”.

 

Também na época, o Sindasp-SP solicitou a criação das Células de Intervenção Rápida (CIR) em todas as unidades prisionais. O secretário disse que todas as unidades deveriam colocar em prática o CIR e que iria cobrar as unidades que ainda não tivessem o grupo. Gomes disse que os diretores teriam que criar o CIR e que já há uma determinação do secretário, inclusive, para o treinamento dos agentes penitenciários.

 

Novas unidades já são construídas automatizadas: Desde 22 de novembro de 2013, todas as novas unidades construídas no Estado são automatizadas. O pedido foi feito pelo presidente do Sindasp-SP, Daniel Grandolfo, ao governador Geraldo Alckmin, durante a inauguração do CDP de Riolândia. Na ocasião, o governador aprovou a ideia do presidente e determinou que, a partir de então, todas as novas unidades deveriam ser construídas automatizadas. Alckmin gravou um vídeo exclusivo para o Sindasp-SP falando sobre o assunto.

 

 

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