Mesmo com anúncio de reajuste de 7%, governo diz a Sindasp que negociação da pauta 2013 continua

0
43

 

 

Na última sexta-feira (13) o governador Geraldo Alckmin comunicou o Sindasp-SP que faria o anúncio do reajuste de 7% às categorias dos agentes de segurança penitenciária (ASP) e agentes de escolta e vigilância penitenciária (AEVP). O comunicado se deu por meio do deputado federal Paulo Pereira, o Paulinho da Força Sindical.

 

Em mensagem encaminhada ao presidente do Sindasp-SP, Daniel Grandolfo, o governo destacou que a pauta de negociação 2013 ainda está em aberto. Grandolfo está São Paulo buscando agendar uma nova audiência com Alckmin para tratar da possibilidade de se reduzir as classes. A redução de 8 para 6 classes é um pedido do Sindasp-SP para a categoria e faz parte da pauta 2013 protocolada pelo sindicato em mãos ao governador.

 

Grandolfo destacou que apesar de governo conceder o reajuste é a categoria quem vai dizer se aceita ou não os 7%. Será marcada uma Assembleia Geral Extraordinária na sede estadual de Presidente Prudente e outra na sede regional da capital para que a categoria discuta o reajuste de 7% e decida se aceita ou não, além de definir os rumos a serem tomados. Assim que a assembleia for marcada divulgaremos no site para que todos os que forem contra compareçam, falem o que pensam e votem para aprovação ou não do reajuste do governo.

 

“O reajuste de 7% certamente não era o que esperávamos do governo, pois não foi isso que estávamos negociando. Como todos sabem, no lugar do reajuste, pedimos a redução de duas classes. No entanto, mesmo não sendo o que queríamos, o reajuste foi a média que todos trabalhadores receberam esse ano”, disse Grandolfo.

 

O presidente destacou ainda que quando ficou sabendo do reajuste na tarde de sexta-feira (13), questionou que não foi isso que havia conversado com o governo. “Mas fomos tranquilizados que a negociação pela redução das classes continua em aberto e uma data para audiência com o governo já está sendo agendada”, apontou o presidente.

 

Segundo o presidente, uma das reclamações é que os ASPs de classe 3 vão perder o auxílio-alimentação. “Podemos continuar a negociar a redução das classes como foi o pedido das assembleias regionais ou também podemos pedir a retirada do teto do auxílio-alimentação. A assembleia é quem vai decidir, mas acho improvável conseguir os dois itens, por isso, teremos que optar. É muito difícil negociar com esse governo e conseguir algo que a categoria decidiu em assembleia. Sem falar que o governo dispõe de muitas ferramentas para desarticular uma greve como bondes e sindicâncias, ele usa até da Justiça para multar o sindicato em R$100 mil por dia de greve, como já ocorreu conosco”, declarou Grandolfo.

 

De acordo com o portal do governo de São Paulo, além de ASPs e AEVPs, o reajuste de 7% também foi concedido para a Polícia Militar, Polícia Civil e Polícia Técnico Científica, além de aposentados e pensionistas das categorias. Um projeto de lei, com pedido de urgência será encaminhado à Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo com a proposta de aumento.

DEIXE UM COMENTÁRIO

Digite seu comentário!
Informe seu nome aqui

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.