Pastoral carcerária, inimiga dos agentes penitenciários, lança campanha para que Dilma vete porte de armas

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Uma tal organização denominada “Pastoral carcerária”, pertencente à Igreja Católica, deu início a uma campanha com o objetivo de tentar pressionar a presidente Dilma Rousseff para que ela vete Projeto de Lei da Câmara (PLC) 87/2011. O projeto garante o direito aos agentes penitenciários, integrantes de escolta de presos e guardas portuários, a portarem arma de fogo fora de serviço.

 

O PLC foi aprovado em 28/11/2012, por 19 votos a 1, pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) em decisão terminativa e aguarda sanção presidencial.

 

O texto da campanha da tal pastoral carcerária, que está disponível no carceraria.org.br, despreza a categoria dos agentes de segurança penitenciária ao afirmar que “não há razão para conferir porte de armas fora de serviço para toda esta categoria”. O texto descreve ainda que, se o PLC 87/2011 for sancionado, “abrirá o perigoso precedente para ampliar a tensão no sistema penitenciário”.

 

A tal organização chama os agentes penitenciários do Brasil de categoria de insatisfeitos quando afirma: “O Porte de arma não pode ser tratado como paliativo para agradar uma categoria insatisfeita, já que o custo desta concessão será alto para a sociedade”, descreve o pobre e fraco texto sem argumentos.

 

Na página institucional do site da tal pastoral carcerária, diz que a mesma “é a presença de Cristo e de sua Igreja no mundo dos cárceres onde procura desenvolver todos os trabalhos que essa presença vem a exigir”.

 

Primeiramente, é engraçado que, em nenhum momento da Sagrada Escritura, Jesus Cristo ordena qualquer ensinamento para se criar uma organização chamada pastoral carcerária. Então, como é que ela se intitula a presença de Cristo e de sua Igreja no mundo dos cárceres se nem mesmo o Filho de Deus fez tal solicitação?

 

Em seguida, a tal inventada pastoral diz que “procura desenvolver todos os trabalhos que essa presença vem a exigir”. No entanto, nunca vimos a tal pastoral aparecer em uma unidade prisional para saber os motivos pelos quais dezenas de agentes penitenciários são covardemente agredidos, principalmente, durante a soltura para o banho de sol. Não são todos os trabalhos que essa presença [de Cristo] vem a exigir? Pois é, todos incluem os agentes penitenciários. Ou será que Jesus veio somente para os presos? Parece ser essa a opinião da tal pastoral.

 

E onde estão os membros da tal pastoral enquanto os agentes penitenciários exercem dignamente suas funções para sustentarem honestamente suas famílias? Provavelmente, criando campanhas mirabolantes e infundadas, como é o caso dessa que quer manipular a mente da presidente Dilma para que seja vetado o porte de armas já aprovado pela Câmara e pelo Senado. Não caia nessa presidente!

 

Será que o tal órgão e sua mandante, a Igreja Católica, não têm nada de mais importante com o que se preocuparem? A Igreja Católica, por exemplo, deveria se preocupar com os diversos casos de pedofilia cometidos por padres e tantas vezes relatados pela imprensa mundial.

 

Deveria se preocupar com o grande mal que provocou no mundo ao instituir a inquisição, onde milhões de pessoas foram covardemente mortas, entre as quais, filósofos herméticos, judeus, bruxas e, principalmente, os reformadores protestantes.

 

O tribunal eclesiástico tinha a função de investigar e punir como criminosos todos aqueles que discordavam das heresias da fé católica e da autoridade papal. Sem dúvida nenhuma, a Inquisição foi uma das maiores desgraças que ocorreram na história da humanidade. E quem foi a grande responsável? Só falta agora culpar os agentes penitenciários!

 

Mas essa não é a primeira vez que essa tal pastoral carcerária protesta contra a categoria dos agentes penitenciários do Brasil. Essa mesma “organização” foi quem em 2010 protestou contra a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 308/04, que cria a Polícia Penal e inclui o sistema prisional brasileiro no Artigo 144 da Constituição Federal, reconhecendo-o como instituição inerente à Segurança Pública.

 

Ao que tudo indica, parece que a tal pastoral carcerária anda meio sem pauta, pois a categoria dos agentes penitenciários está sempre em evidência em suas ações. Fazer visitinhas nas cadeias é fácil, quero ver é colocar a própria vida em risco para exercer suas funções dentro das unidades prisionais! O velho ditado é sábio: o homem mais perigoso é aquele que das coisas pela metade.

 

Participe da campanha pela sanção do porte de armas

Clique na imagem abaixo e envie uma mensagem direto para o gabinete da presidenta da República Dilma Rousseff. Faça a sua parte contra a campanha da pastoral carcerária!

 

 

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