Penitenciária de Marília sofre com superlotação de presos

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Em pouco mais de uma semana, centenas de presos da região de Marília ganham o direito do benefício da saída temporária do Dia das Crianças. A liberdade vigiada ajuda o Estado de São Paulo a esvaziar as carceragens por pelo menos uma semana. Levantamento feito pela reportagem do Jornal da Manhã, constatou que as unidades prisionais de Marília, Álvaro de Carvalho, Getulina e feminina de Pirajuí sofrem com a superlotação. Dados obtidos no site da Secretaria de Administração Penitenciária (SAP) e atualizados na segunda-feira (28) evidenciam a superlotação dos presídios na região.

 

O regime fechado da unidade de Marília tem capacidade para 577 detentos, mas atualmente abriga 1.194, um excesso de 106,9%. Na região, a situação mais grave ocorre na unidade de Getulina (cerca de 60 quilômetros). O presídio pode abrigar 857 detentos, mas hoje as celas contam com 1.881, um excedente de 119,4%. A penitenciária de Álvaro de Carvalho (cerca de 45 quilômetros de Marília) tem um déficit de vagas de 104,5%. A carceragem da unidade prisional tem capacidade para 873 presos, entretanto abriga 1.786 detentos. Nem a recém inaugurada penitenciária feminina de Pirajuí escapa da superlotação. O regime fechado da unidade prisional pode receber 718 presas, mas atualmente abriga 1.289, um excesso de 79%. Já a ala de progressão tem um excedente de 36,1% detentas. O espaço tem capacidade para 108 mulheres e abriga 147.

 

Apenas o regime semiaberto da penitenciária e o Centro de Ressocialização (CR), ambos em Marília, não sofrem com a superlotação. A primeira abriga 511 detentos e poderia receber até 570. Já a outra tem atualmente 200 reeducandos e sua capacidade é de 214.

 

Fonte: Jornal da Manhã (Marília)

 

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