Presídios do Oeste Paulista registram 62% de superlotação

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A quantidade de presos no Oeste paulista é 62% maior que o número de vagas nas unidades prisionais. Entre as 20 unidades na região, 17 tem mais presos do que a capacidade normal. Em Martinópolis, por exemplo, a penitenciária foi construída para receber 872 detentos, mas hoje abriga 1.864. São 992 a mais.
 
Os presídios de Pacaembu, Flórida Paulista e Junqueirópolis tem praticamente os mesmos números em excessos de internos. Se o Estado construísse 10 novas unidades prisionais na região com 800 vagas em cada uma delas, abriria espaço para receber 8 mil presos. Para resolver a questão da superlotação no Oeste Paulista seriam necessárias 8.150 vagas, ou seja, os 10 novos presidios já estariam lotados e ainda faltaria lugar pra colocar 150 internos.
 
Nas outras unidades a superlotação aumenta os riscos para os agentes penitenciários, que convivem diariamente com ela. Segundo o presidente do Sindicato dos Agentes de Segurança Penitenciária do Estado de São Paulo (Sindasp) Daniel Grandolfo, com o excesso de presos a segurança dos profissionais é comprometida cada vez mais. “Alguns acabam se afastando por problemas de saúde, diminuindo ainda mais o número de funcionários”, diz ele.
 
Para o promotor de justiça Gilson Amâncio, a pior consequência da superlotação recai sobre os presos e no futuro para a própria sociedade. ” Ao invés de colocar o indivíduo na cadeia para que saia melhor, ele sai mais agressivo, pior do que entrou. Isso não é útil a longo prazo”, comenta ele.
 
Ainda segundo o promotor contruir mais presídios não resolve o problema da superlotação. “É preciso estabelecer mecanismos que evitem que ele vá fácil para o crime. A sociedade também tem responsabilidade. A pobreza e a falta de escola não explica o crime, mas ajuda na proliferação dele e é aí que precisamos combater. No início, no nascedouro do problema”, finaliza Gilson.
 
Por nota a Secretaria de Administração Penitenciária (SAP) informou que foram inauguradas 19 presídios recentemente em todo o estado e outros 19 Centros de Dentenção Provisória (CDP). A SAP comunicou ainda, que tem investido na ampliação de vagas de regime semi aberto em penitenciárias já existentes com a construção de novas alas.
 
Fonte: G1
 

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