Preso tenta render agente na Penitenciária I de Itirapina

0
23

Um detento da Penitenciária “Antonio de Queiroz Filho” (P-I), em Itirapina, tentou render um funcionário e ao retornar à cela arrumou uma confusão com outros presos sendo espancado, sofrendo ferimentos na cabeça.

 

Segundo informações de dentro da unidade prisional, o fato aconteceu na ala do regime fechado na última segunda-feira, 24, logo às 6h da manhã, na contagem dos presos. Um detento, armado com um pedaço de escova de dente pontiaguda, tentou fazer um agente penitenciário refém, quando o funcionário conseguiu se desvencilhar do preso e com a ajuda de outros servidores deteve o meliante e o devolvendo à cela.

 

De volta à cela, o mesmo preso arrumou uma confusão com seus companheiros e os mesmos acabaram espancando-o, onde sofreu ferimentos na cabeça, precisando ser socorrido até o Hospital Municipal São José, após passar pela enfermaria da penitenciária.

 

Na terça-feira, 25, o Grupo de Intervenções Rápidas (GIR) junto com agentes de segurança da própria unidade prisional fizeram uma revista em todas as repartições da penitenciária e nada de ilícito foi localizado.

 

Como punição, as televisões e rádios dos presos foram retirados das celas e os mesmos estão de castigo. Os banhos de sol foram cortados e nos próximos dois finais de semana os detentos não receberão visitas de familiares e amigos.

 

Até o fechamento dessa edição, a Secretaria de Administração Penitenciária (SAP) e a direção da penitenciária não se pronunciaram sobre o assunto.

 

SUPERLOTAÇÃO – A P-I foi criada em 1978 com capacidade para acolher 316 presos em regime fechado, mas atualmente está com quase 700 detentos. No semi-aberto a situação não é assustadora, mesmo assim o excedente é de pouco mais de 10 pessoas.

 

A SAP alega que o problema existe devido o aumento da população prisional no Estado de São Paulo.

 

A assessoria da SAP diz que o ideal seria que em cada CDP, por onde os presos entram no sistema penitenciário paulista, houvesse um defensor público, para acompanhamento da situação processual do preso a partir da data de sua prisão, não depois de condenado.

 

Fonte: Jornal Primeira Página

DEIXE UM COMENTÁRIO

Digite seu comentário!
Informe seu nome aqui

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.