Presos do manicômio de Franco da Rocha se rebelam e maioria já foi recapturada

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Presos do Hospital de Custódia e Tratamento Psiquiátrico “Prof. André Teixeira Lima” de Franco da Rocha, conhecido como o antigo Manicômio Judiciário, fizeram uma rebelião no final da tarde de ontem.

Os presos colocaram fogo em cinco pavilhões e 55 conseguiram fugir em direção à mata próxima da unidade prisional, que é cercada pelo Parque Estadual do Juqueri. Do total, 34 foram recapturados. Essa foi a maior fuga da história na unidade, que foi inaugurada em 1933.

Em reportagem publicada pelo Estadão, o secretário de Estado da Administração Penitenciária, Lourival Gomes, apontou que “isso aconteceu depois que a direção descobriu um esquema de cinco presos que estavam extorquindo dinheiro da família dos outros detentos”, afirmou. Disse ainda a direção da unidade ia transferir os detentos, mas estes se adiantaram e mobilizaram os demais presos depois de uma discussão com o diretor Luiz Henrique Negrão.

De acordo com o presidente do Sindasp-SP, Daniel Grandolfo, o diretor da unidade deixou o presídio após a discussão, os presos não retornaram para a tranca e iniciaram a rebelião. “Quando o diretor saiu, os presos ficaram agitados e se recusaram a voltar para a tranca. E aí foi quando começou toda a rebelião”, afirmou Grandolfo.

Os agentes de segurança penitenciária (ASP) automaticamente chamaram o Grupo de Intervenção Rápida (GIR), que dominou a rebelião, bem como a Polícia Militar, que mandou para o local o Comando de Operações Especiais (COE) e dois helicópteros para auxiliar na localização dos fugitivos.

Após a rebelião, os detentos e os fugitivos recapturados foram levados da Casa de Custódia para outra unidade de Franco da Rocha. De acordo com o secretário, uma sindicância será aberta pela Corregedoria da SAP.

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