Psicóloga da PM faz palestra para funcionários da SAP

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Profissionais da saúde receberam orientações de como detectar e prestar atendimento a servidores que apresentarem eventuais desvios de comportamento no trabalho

 

A capitã da Polícia Militar de São Paulo, Maria Aparecida Silva de Oliveira Lima, ministrou uma palestra aos funcionários do Grupo de Planejamento e Gestão da Qualidade de Vida e Saúde do Servidor (GQVidas–SAP), nesta segunda-feira, 30. O encontro aconteceu no auditório sede da Secretaria. O tema abordado “Programa de prevenção em manifestações suicidas”, serviu como mote de orientação aos profissionais e de subsídio para detectar possíveis casos de tentativa de suicídio no corpo funcional.

 

Maria Aparecida é psicóloga do Centro de Apoio Social da PM e atua na Academia de Polícia Militar do Barro Branco (local onde são formados os oficiais daquela instituição) há 16 anos, também prestando assistência no Hospital Militar. Ela estava acompanhada da Tenente Maria Rita Santos. Sua vasta experiência já permitiu descobrir a existência de casos na corporação, a tempo de interceder juntamente com os demais profissionais (psiquiatras, assistentes sociais e comandantes), para evitar o suicídio do policial. Foi exatamente esse conhecimento que ela compartilhou com os funcionários da SAP, durante as quase duas horas de palestra.

 

“É a preocupação de cuidar do cuidador e nós procuramos fazer nosso trabalho, no sentido de que ele esteja bem, para que possa prestar um bom serviço para a sociedade”, explica Maria Aparecida. “Há uma similaridade [entre o trabalho do PM e dos agentes da SAP], que é o trabalho de risco e o nosso intuito é fazer com que ele se fortaleça internamente para a estrutura de enfrentamento; o que ele pode fazer para enfrentar esse perigo, porque a pessoa estando bem com ela mesma, consegue encontrar alternativas. Porém, se sucumbe, acaba adoecendo”, admite.

 

Ela revelou que a palestra apresentada na SAP é a mesma que faz para a PM, pois há peculiaridade em ambas as funções, como a facilidade de meios [de atentar contra a própria vida], que acabam propiciando uma potencialidade relacionada à função. Outros agravantes, segundo a profissional, é o distanciamento da família, exposição a risco permanente, elevado nível de stress, a facilidade do meio letal, que é a arma de fogo que os agentes portam. “Nós procuramos trabalhar todos esses aspectos de forma separada, para chegar a um mesmo consenso: a proteção dessa pessoa”, ensina Maria Aparecida.

 

Como agir

 

Os conhecimentos compartilhados permitirão aos profissionais da SAP, identificarem eventuais casos onde há comportamentos estranhos de servidores no ambiente de trabalho, como mudança de conduta cotidiana, stress aparente ou outras atitudes que denotem potencial tentativa de atentar contra a própria vida. Eles aprenderam como e quando abordar o indivíduo e encaminhá-lo ao serviço especializado. “Os trabalhos entre a SAP e a PM são similares e há sempre uma troca de experiências e busca de apoio entre ambas”, afirma a diretora do GQVidas, Iracema Costa Jansson. Para ela, esse intercâmbio de conhecimentos vem ao encontro da excelência no trabalho voltado aos servidores, o que contribui diretamente na qualidade de vida e, consequentemente, em um melhor serviço para a sociedade.

 

Na palestra estavam presentes psicólogos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, assistentes sociais, nutricionistas, médicos, diretores de saúde dos Centros de Planejamento e Gestão da Qualidade de Vida e Saúde do Servidor (CQVidas–SAP) regionais, Grupo Anti-sinistro (GAS) da Coordenadoria de Unidades Prisionais da Região Metropolitana (Coremetro) e outros profissionais que atuam nas unidades prisionais e demais departamentos da Pasta.

 

Fonte: Jorge de Souza – Assessoria de Imprensa – SAP

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