Regional de Marília protocola 17 denúncias na penitenciária feminina de Pirajuí

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O Diretor Administrativo Regional do Sindasp-SP em Marília, Luciano Carneiro, e o delegado sindical Euclides Zacari Filho, protocolaram 17 denúncias recebidas pelo sindicato e que dizem respeito à penitenciária feminina de Pirajuí.

Os sindicalistas foram recebidos pela diretora da unidade prisional, Graziella Fernanda Rodrigues Costa, e protocolaram um ofício com as denúncias em anexo. O ofício foi feito em nome do coordenador das unidades prisionais da Região Noroeste do Estado, Carlos Alberto Ferreira de Souza, mas protocolado junto à diretora da unidade. De acordo com Carneiro, a diretora esclareceu todas as dúvidas. Clique para conferir as denúncias antes continuar a reportagem.

 

Respostas ao Sindasp-SP

De acordo com a denúncia, o primeiro fato apontado é que medicamentos da unidade prisional teriam sido jogados no lixo. Conforme o diretor Regional do Sindasp-SP, a diretora disse que a unidade nunca jogou medicamentos em aterro municipal, conforme teria apontado uma reportagem local segundo o diretor do Sindasp-SP. A diretora da unidade disse que, o que ocorreu foi um erro em setor da Prefeitura, que conforme a Graziella é de conhecimento da coordenadoria e está sendo apurado pelos órgãos competentes.

Em relação a médicos que estariam tirando constantes licenças médicas, foi dito ao Sindasp-SP que a unidade não possui médico, o que ocorria era o atendimento pactuado com o município. Durante algum tempo, ocorreu certa dificuldade no atendimento, o que já foi corrigido, segundo a diretora.

Entre as denúncias está o sumiço de um “click” usado para abrir e fechar os portões da unidade, no caso, desapareceu o “click” da portaria. De acordo coma diretora, o "click" foi achado atrás da CPU de um computador.

Sobre o fato de que presas estariam tirando o castigo na enfermaria, a diretora apontou que, na verdade, são sentenciadas com problemas psiquiátricos e que em momento de surto cometeram alguma falta, porém, devido as condições em que se encontram, não podem ficar isoladas por causa do risco de suicídio.

Em relação a um comunicado, elaborado após uma funcionária ter sido ameaçada por uma sentenciada no mês de abril, ter cumprido castigo de dez dias pela falta grave, mas até o momento ainda não ter sido transferida, a diretora admitiu que não houve transferência, tendo em vista que ocorria certa dificuldade na época para tal procedimento em unidades femininas. De acordo com a diretora, a Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) solucionou recentemente o problema.

Sobre o fato de que presas com problemas psiquiátricos estão no meio das outras, a direção afirmou que não há prescrição de isolamento a nenhuma das sentenciadas, e que as mesmas estão sendo medicadas.

Outra questão abordada foi uma possível falta de comunicação da direção com as servidoras, o que foi negado pela diretora.

Por fim, foi tratado da sobrecarga das agentes de segurança penitenciária (ASP) que atuam na unidade, porém, conforme a diretora, esse problema é notório e ocorre pelo déficit do quadro funcional.

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