Secretária de GP recebe Sindasp, discute auxílio-alimentação e deverá apresentar proposta

0
32

 

Carlos Vitolo

Assessor de imprensa do Sindasp-SP
imprensa@sindasp.org.br

 

Diretores do Sindasp-SP estiveram reunidos na manhã desta terça-feira (28) em São Paulo com a secretária de Estado de Gestão Pública, Cibele Franzese. O objetivo da reunião foi discutir um possível reajuste no auxílio-alimentação.

 

 

Participaram da audiência o presidente do Sindasp-SP, Daniel Grandolfo, os diretores Carlos Alberto B. Peretti (Suplente de Saúde), Alessandro Nunes (Aposentados) e o diretor da regional do Sindasp-SP em São Paulo, Luciano Rodrigues. Além da secretária Cibele Franzese, também participaram o chefe de gabinete Nelson Raposo de Mello Junior e o assessor da secretaria de GP Dirceu Huertas.

 

Na reunião, Grandolfo apontou que os servidores estão há 12 anos sem reajuste no auxílio-alimentação e que o último reajuste ocorreu em 9 junho de 2000 por meio do Decreto 44.959, quando Mario Covas ainda era o governados de São Paulo. O presidente lembrou que desde então o valor é de R$4,00 por dia de trabalho, podendo chegar a R$88,00 ao mês, se não houver falta. O presidente expôs também a questão de uma possível retirada do teto para que todos os servidores passem a receber o vale alimentação.

 

Em sua exposição, a secretária disse que concorda com o Sindasp-SP e acha que realmente o auxílio-alimentação precisa ser melhorado. No entanto, alegou que a arrecadação do Estado caiu em 4 bilhões no ano passado e que, também por conta do reajuste de 15% concedido à categoria (entre outros), o orçamento do Estado ficou comprometido.

 

De acordo com Grandolfo, a secretária pontuou que tudo depende da arrecadação e que há uma possibilidade de se aumentar o teto, mas que será efetuada uma análise para que uma proposta seja apresentada em uma nova audiência agendada para 28 de maio. Grandolfo disse que talvez “não venha nada de especial, mas a secretária garantiu que apresentará uma proposta”, ressaltou. “Alguma coisa virá”, finalizou o presidente.

 

O diretor da sede regional do Sindasp-SP em São Paulo, Luciano Rodrigues, destacou que o prazo de 90 dias solicitado pela secretária servirá para o governo “sentir o comportamento financeiro do governo” para que o mesmo apresente a proposta na próxima reunião. Conforme Rodrigues, a luta do Sindasp-SP não vai beneficiar somente os servidores da Secretaria da Administração Penitenciária, mas cerca de 600 mil servidores estaduais.

 

O Sindasp-SP aguardará a audiência agendada para 28 de maio, ouvirá a proposta que será apresentada pela secretária Cibele Franzese e depois se manifestará sobre o assunto. De acordo com o presidente Grandolfo, seja qual for a proposta a ser apresentada, nada justifica o descaso dos 12 anos sem qualquer reajuste no valor do auxílio-alimentação dos servidores.

 

Equiparação: em 2000, o salário mínimo era de R$151,00 e o auxílio-alimentação mensal era de R$88,00, o que correspondia a 58,27% do salário mínimo. Hoje, com o salário mínimo em R$622,00 o benefício corresponde apenas a 14,14%. Se o reajuste tivesse acompanhado a porcentagem, atualmente o valor diário do vale-alimentação seria de R$16,47 e o mensal de R$362,43.

 

Outros assuntos tratados

 

Cartões do auxílio-alimentação: aproveitando a oportunidade, também foi discutido um suposto desvio de valores que estaria ocorrendo com os cartões do auxílio-alimentação de alguns servidores penitenciários. Segundo o diretor (suplente) de Educação do Sindasp-SP, Tony Jefferson N. Soares, sete funcionários da Penitenciária de Pacaembu reclamaram de um possível desvio dos valores de seus cartões. Quando os servidores tentaram utilizar seus cartões do auxílio-alimentação, foram informados de que os mesmos estavam sem crédito. Para a surpresa dos servidores, os valores dos cartões foram utilizados nos Estados de Goiás, Rio de Janeiro e Minas Gerais. (leia reportagem completa…). De acordo com a secretária, o problema já foi resolvido e a responsabilidade é da empresa responsável pelos cartões, que irá ressarcir todos os servidores que foram prejudicados.

 

Iamspe

 

O diretor (suplente) de Saúde,Carlos Alberto B. Peretti, aproveitou a reunião para apontar algumas dificuldades que o Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (Iamspe) vem passando, como por exemplo, o atendimento dos exames laboratoriais que não suprem as necessidades dos servidores. Também comentou sobre a possibilidade de os servidores aposentados voltarem a ser atendidos pelo Iamspe.

 

Outra questão abordada foi a dos 2% da parte do governo que não estão sendo repassados ao Iamspe, pois somente é descontado a contribuição de 2% dos servidores e agregados. Em relação ao repasse do governo, a secretária pontuou que hoje não há condições financeiras de o governo contribuir.

 

Foi relatado ainda que, em São José do rio Preto, alguns hospitais credenciados ao Iamspe não estariam realizando o atendimento aos servidores por falta de pagamento. Há informações de que, possivelmente, alguns médicos estariam cobrando por fora para efetuar o atendimento. O presidente do Sindasp-SP relatou que a secretária disse que isso é crime e que o caso será investigado.

 

O diretor (suplente) de Saúde,Carlos Alberto B. Peretti, disse que a secretária ficou surpresa com tudo o que foi relatado e solicitou um relatório completo do Sindasp-SP apontando todos os problemas que vêm ocorrendo com o Iamspe.

 

 

 

Direitos reservados. É permitida a reprodução da reportagem em meios impressos e eletrônicos, somente com a citação do crédito do jornalista e da Instituição Sindasp-SP (sob pena da Lei 9.610/1998, direitos autorais).  

DEIXE UM COMENTÁRIO

Digite seu comentário!
Informe seu nome aqui

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.