Segurança se prepara para rebeliões em Mato Grosso

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A paralisação dos agentes prisionais de Mato Grosso preocupa as autoridades de segurança que já se preparam para enfrentar possíveis rebeliões e ações de represália. Agentes penitenciários de 62 unidades penais de Mato Grosso paralisam as atividades amanhã (28) e segunda-feira (29), o que significa dizer que não haverá visitas nesses dias, fato que costuma revoltar os presidiários. As 48 horas de parada é uma forma de a categoria cobrar do Estado mais celeridade no lançamento do concurso público.

 

Com 10 mil presidiários no sistema prisional sem direito a visita, nestes dois dias a grande preocupação é, além das rebeliões, que os presos comandem ataques fora das prisões. Quanto a uma possível rebelião, a Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos confirmou, por meio da assessoria, que caso haja necessidade, os órgãos que compõem a segurança, como: Polícia Militar, Polícia Civil, entre outros, podem ser acionados.

 

Já quanto à segurança do cidadão, em referência a um possível ataque comandado por presos, a assessoria da Secretaria de Estado de Segurança Pública confirmou que todo o aparato da segurança está trabalhando com a carga máxima no combate à criminalidade, independentemente da situação. Atualmente, 2.500 agentes trabalham no sistema prisional, segundo Sindicato dos Servidores Penitenciários de Mato Grosso (Sindspen). De acordo com presidente do Sindspen, João Batista Pereira de Souza, são necessários ao menos mais 800 agentes para suprir a demanda no sistema. Batista lembra que o Estado “acordou com a categoria” que o edital para concurso seria lançado em dezembro; no entanto, o Governo prevê que o edital seja lançado na primeira quinzena de julho deste ano. “Nossa intenção é adiantar este cronograma, uma vez que já estamos trabalhando dentro do limite. Temos um grande problema de efetivo e queremos que o problema seja resolvido em no máximo 60 dias”, diz.

 

O presidente do sindicato garante ainda que, com a paralisação, todos os serviços serão suspensos, inclusive as visitas. Somente os casos de cumprimento de alvará de soltura e prisão estarão ativos. Para isso, 30% dos agentes vão cumprir escala. Os outros 70% estarão paralisados. Com a parada, pelo menos duas mil visitas deixarão de ser feitas. Somente na Penitenciária Central, 600 famílias vão ficar sem visitar os presos.

 

O governador Pedro Taques garantiu a realização do concurso para agentes. O governador disse que conhece todas as necessidades, principalmente, sobre o sistema penitenciário e a necessidade de ressocialização daqueles que hoje estão inseridos nele.

 

Fonte: Cenário MT

 

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