Sindasp defende categoria na Alesp e votação do PL 920 é adiada para hoje

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Líderes do Sindasp acompanharam a sessão na Alesp até o final e protestaram contra a votação do “PL da Maldade”. No final, o projeto não foi retirado, mas a pressão fez com que a votação fosse adiada para a sessão de hoje.

Um grupo da liderança do Sindasp-SP acompanhou desde o início da tarde de ontem até final da noite, a sessão ordinária realizada na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), que tinha o objetivo de votar o Projeto de Lei (PL) 920/2017, de autoria do governador Geraldo Alckmin (PSDB), que pretende congelar investimentos em áreas como saúde, segurança e educação por dois anos.

A pressão realizada pelos agentes de segurança penitenciária (ASP) e outros servidores públicos do Estado acabou fazendo com que a votação fosse adiada para esta quarta-feira (13).

O projeto, que tramita Alesp em regime de urgência, além de congelar os salários, também deverá impedir uma série de políticas públicas, bem como investimentos em programas sociais.

A categoria foi representada pelos diretores do Sindasp-SP, Márcio Assunção e Paulo Venceslau, da Baixada Santista, Tom, de Sorocaba, e Edson “Batata”, da Capital, além de outros que marcaram presença e que fazem parte do grupo que representou e defendeu a categoria na Alesp.

Os sindicalistas permaneceram na sessão até o final e protestaram contra a votação do “PL da Maldade”, como é conhecido o projeto do governo. No final, o projeto não foi retirado, mas a pressão fez com que a votação fosse adiada para a sessão de hoje. O Sindasp-SP continuará atento e acompanhando o andamento do projeto, trabalhando para que o mesmo seja retirado definitivamente da votação.

Impasse: ontem à noite, diante do impasse, da pressão dos servidores e do grande número de projetos para discussão da pauta, os deputados solicitaram uma pausa de 45 minutos na sessão. Ao retornarem, sem acordo e com a pressão dos servidores, a votação acabou sendo adiada para esta quarta-feira (13). A liderança do Sindasp-SP permaneceu firme e realizou visitas aos gabinetes dos deputados em busca de apoio para conseguir retirada definitiva do projeto.

Caso o PL 920/2017 venha a ser aprovado, poderá ocorrer o sucateamento dos serviços públicos e a desvalorização ainda maior dos servidores, entre eles, os agentes penitenciários, já há três anos sem reajuste salarial. O último reajuste da categoria ocorreu em 2014, fruto de uma greve coordenada pelo Sindasp-SP.

O presidente do Sindasp-SP, Valdir Branquinho, disse que ficou muito contente com a participação dos representantes do Sindasp-SP no manifesto da Alesp. “Agradeço muito aos nossos representantes pela dedicação e pelo esforço em participarem do manifesto e representar a categoria. Valorizo muito o empenho de cada um para sermos ainda mais fortes”, disse Branquinho. “Parabéns aos companheiros que nos representaram muito bem neste ato realizado na Alesp, vocês são para nós um motivo de orgulho”, finalizou Branquinho.

Em defesa da categoria: o Sindasp-SP esteve presente em diversos manifestos e atos contra o PL 920/2017, realizados Praça da Sé, Avenida Paulista e própria Alesp.

PL da Maldade se assemelha à lei de Temer: o projeto, conhecido como “PL da Maldade”, é semelhante à lei federal, adotada pelo presidente Michel Temer (PMDB), que permite o refinanciamento das dívidas dos estados, além do acesso a recursos do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). A medida congelou os investimentos públicos por 20 anos.

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