Sindasp inicia campanha para reajuste no auxílio-alimentação

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O Sindasp-SP deu início nesta segunda-feira (2) à campanha dos servidores estaduais pelo reajuste no auxílio-alimentação. A luta do Sindasp-SP se dá pelo fato de que os servidores estão há 12 anos sem reajuste no valor do ticket.

 

 

Cerca de 2 mil adesivos perfurados estão sendo colados em veículos em todo o Estado para mostrar à sociedade o descaso do governo para com o funcionalismo público. Além dos perfurados, também serão distribuídos panfletos, cartazes, banners, outdoors e anúncios em rádio e televisão. “Estamos fazendo esse investimento na campanha para tentarmos sensibilizar o governo e fazer com que ele olhe com mais atenção para os servidores, de modo especial, para os agentes penitenciário”, disse o presidente do Sindasp-SP, Daniel Grandolfo,

 

 

A campanha, que é de cunho estadual, não medirá esforços para que o Sindasp-SP consiga um reajuste digno para a categoria dos agentes de segurança penitenciária, bem como para todos os servidores estaduais, já que o auxílio é concedido de maneira igual a todos os servidores.

 

Para Grandolfo, “é preciso conscientizar a sociedade da situação vexatória que os servidores vêm suportando há 12 anos”, disse. Ainda segundo o presidente, “50% dos agentes penitenciários não recebem o auxílio-alimentação, pois o valor ultrapassa o teto estipulado pelo governo. Solicitamos ao governo que fosse retirado o teto para que todos pudessem continuar recebendo o ticket”, finalizou Grandolfo.

 

A adesão da categoria à campanha é de fundamental importância para o êxito da mesma. Pedidos a todos que divulguem o banner nas redes sociais, e-mails, unidades prisionais, entre outros, pois, somente com a participação de todos é que teremos um grande e positivo resultado. Somente reclamar do irrisório valor do auxílio-alimentação não resolve o problema, por isso, participe.

 

 

Os servidores que quiserem colocar o adesivo da campanha em seus veículos, deverão retirar o mesmo em qualquer uma das sedes do sindicato. O adesivo também pode ser solicitado via telefone na sede estadual (18) 3222-1661 ou pela linha da TIM (18) 041 18   8114-0177, e será enviado pelos Correios gratuitamente somente para filiados.

 

Tempo sem reajuste no vale-coxinha: após tanto tempo sem reajuste e devido ao valor tão baixo oferecido pelo governo, o auxílio-alimentação passou a ser conhecido como “vale coxinha”. Para se ter uma ideia, o último reajuste ocorreu em 9 junho de 2000, pelo Decreto 44.959, publicado pelo ex-governador Mario Covas. O reajuste perdura até hoje e os servidores continuam recebendo o mesmo valor de R$4,00 por dia de trabalho, o que no mês equivale a R$88,00 em seu valor máximo (caso ocorra falta ao trabalho o valor é descontado).

 

Comparação com o salário mínimo: em 2000, o salário mínimo era de R$151,00 e o auxílio-alimentação mensal de R$88,00, o que correspondia a 58,27% do salário mínimo. Hoje, com o salário mínimo em R$622,00 o ticket corresponde apenas a 14,14%. Se o reajuste tivesse acompanhado a porcentagem, atualmente o valor diário do auxílio-alimentação seria de R$16,47 e o mensal de R$362,43.

 

Limitação do teto: além dos 12 anos sem reajuste no ticket, outro problema sério é a questão da limitação do teto, estipulado em 141 UFESP (Unidade Fiscal do Estado de São Paulo). A limitação do teto impede que todos os servidores, cujos salários ultrapassem tal limite, recebam o benefício.

 

Resumo: insatisfeito com o longo período sem reajuste no auxílio-alimentação, o presidente Daniel Grandolfo encaminhou um ofício em 18 de janeiro à então secretária de Estado de Gestão Pública, Cibele Franzese, solicitando uma audiência para discutir um reajuste no valor. Em 28 de fevereiro, a secretária recebeu os diretores do Sindasp-SP em seu gabinete, onde Grandolfo expôs a situação e a urgência de um reajuste. Na oportunidade Franzese disse que concordava com o Sindasp-SP e achava que realmente o auxílio-alimentação precisava ser melhorado. No entanto, alegou que a arrecadação do Estado caiu em 4 bilhões no ano passado e que, também por conta do reajuste de 15% concedido à categoria (entre outros), o orçamento do Estado ficou comprometido. No entanto, a secretária pontuou que tudo depende da arrecadação e que há uma possibilidade de se aumentar o teto, mas que será efetuada uma análise para que uma proposta seja apresentada em uma nova audiência agendada para 28 de maio.

 

David Zaia assume GP, recebe Sindasp e diz que apresentará proposta:  em 12 de março, o então secretário de Emprego e Relações do Trabalho, David Zaia, deixou a Pasta para assumir a Secretaria Estadual de Gestão Pública. Durante a manhã, antes mesmo da posse, o secretário recebeu o presidente do Sindasp-SP, Daniel Grandolfo, e o Diretor de Aposentados, Alessandro Nunes, para uma reunião. Grandolfo comentou com Zaia que, em 28 de fevereiro, os diretores do Sindasp-SP estiveram reunidos com a então secretária de GP, Cibele Franzese, para discutir um possível reajuste no auxílio-alimentação. Disse ainda que foi discutido na reunião o fato de que os servidores estão há 12 anos sem reajuste no auxílio-alimentação e que o último reajuste ocorreu em 9 junho de 2000 por meio do Decreto 44.959, quando Mario Covas ainda era o governador de São Paulo. Por fim, Grandolfo apontou que a então secretária havia dito que faria uma análise e que apresentaria uma proposta durante a audiência agendada para 28 de maio e indagou o secretário sobre a manutenção da audiência e da proposta, e o novo secretário afirmou que a audiência está mantida, bem como a apresentação da proposta. O presidente cumprimentou Zaia pela nova Pasta e disse que aguardará a audiência do dia 28 e a proposta do secretário para os servidores.

 

Direitos reservados. É permitida a reprodução da reportagem em meios impressos e eletrônicos, somente com a citação do crédito do jornalista e da Instituição Sindasp-SP (sob pena da Lei 9.610/1998, direitos autorais). 

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