Sindasp representa categoria em Brasília durante marcha contra as reformas do governo federal

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Bombas de efeito moral, gás lacrimogêneo e balas de borracha. Assim foi marcado o dia de protesto nesta quarta-feira (24), em Brasília-DF, durante a marcha das centrais sindicais contra as reformas previdenciária e trabalhista, promovidas pelo governo do presidente Michel Temer.

Os manifestantes se concentraram em frente ao estádio Mané Garrincha e às 11h45 saíram pela Esplanada dos Ministérios rumo ao Congresso Nacional. Diretores e filiados do Sindasp-SP, em defesa da categoria, estiveram presentes. Diversos parlamentares também marcaram presença na marcha.

Tropas da Polícia Militar do Distrito Federal e do governo federal tentavam impedir a passagem dos manifestantes que marchavam rumo ao Congresso. De acordo com a Secretaria de Segurança e da Paz do Distrito Federal, a Avenida das Bandeiras era o limite até onde os manifestantes poderiam chegar, na tentativa de impedir que os trabalhadores chegassem até a Praça dos Três Poderes. Houve confronto de parte dos manifestantes e das tropas.

No final da tarde, o ministro da Defesa, Raul Jungmann, fez um pronunciamento informando que o presidente Michel Temer decretou a “ação de garantia da lei e da ordem”, convocando tropas federais para reforçar a segurança na Esplanada dos Ministérios.  Temer publicou um decreto em edição extra do “Diário Oficial da União” autorizando o emprego das Forças Armadas entre 24 e 31 de maio. O decreto de garantia da lei e da ordem é utilizado exclusivamente por ordem expressa da Presidência da República.

Durante sessão na Câmara dos Deputados, antes do anúncio do ministro Jungmann, houve muita gritaria e troca de empurrões entre parlamentares contra e a favor do presidente Temer. Logo após o pronunciamento do ministro, novamente houve confusão entre os deputados.

Vale lembrar que o Sindasp-SP representou a categoria na marcha das centrais, principalmente, em protesto pelo fato de que os agentes penitenciários não foram incluídos nas regras especiais do relatório da reforma da Previdência. Em 3/5, o deputado Arthur Maia (PPS-BA), havia acordado a inclusão da categoria no relatório da reforma, porém, no mesmo dia desistiu do acordo e excluiu os agentes penitenciários das regras especiais.

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