Sindasp representa categoria em manifesto contra votação do PL 920 de Alckmin na Alesp

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Um grupo da liderança do Sindasp-SP representa a categoria dos agentes de segurança penitenciária (ASP) desde o início da tarde desta terça-feira (12), em um manifesto contra o Projeto de Lei (PL) 920/2017, do governador Geraldo Alckmin (PSDB), que pretende congelar investimentos em áreas como saúde, segurança e educação por dois anos. O manifesto acontece na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), onde tramita o projeto do governador em regime de urgência. Além de congelar salários, a proposta vai impedir uma série de políticas públicas, bem como investimentos em programas sociais.

Entre os representantes do Sindasp-SP, estão presentes os líderes, Márcio Assunção e Paulo Venceslau, da Baixada Santista, Tom, de Sorocaba, e Edson “Batata”, da Capital, além de outros que fazem parte do grupo que representa a categoria na Alesp. Os sindicalistas permanecem na Alesp aguardando a discussão do projeto e pedem a retirada do mesmo da pauta de votação.

Tendo em vista o grande número de projetos para discussão da pauta, foi solicitada uma pausa de 40mim na sessão e definido que o PL 920/2017 será discutido no final da plenária. A liderança do Sindasp-SP continua na Alesp e faz visitas aos gabinetes dos deputados para conseguir retirar o projeto da pauta da sessão. Após a decisão final, a reportagem será atualizada.

O presidente do Sindasp-SP, Valdir Branquinho, disse que ficou muito contente com a participação dos representantes do Sindasp-SP no manifesto da Alesp. “Agradeço muito aos nossos representantes pela dedicação e pelo esforço em participarem do manifesto e representar a categoria. Valorizo muito o empenho de cada um para sermos ainda mais fortes”, disse Branquinho. “Parabéns aos companheiros que nos representaram muito bem neste ato realizado na Alesp, vocês são para nós um motivo de orgulho”, finalizou Branquinho.

Em defesa da categoria, o Sindasp-SP esteve presente em diversos manifestos e atos contra o PL 920/2017, realizados Praça da Sé, Avenida Paulista e própria Alesp.

O projeto, conhecido como “PL da Maldade”, é semelhante à lei federal, adotada pelo presidente Michel Temer (PMDB), que permite o refinanciamento das dívidas dos estados, além do acesso a recursos do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). A medida congelou os investimentos públicos por 20 anos.

Caso o PL 920/2017 venha a ser aprovado, poderá ocorrer o sucateamento dos serviços públicos e a desvalorização ainda maior dos servidores, entre eles, os agentes penitenciários, já há três anos sem reajuste salarial. O último reajuste da categoria ocorreu em 2014, fruto de uma greve coordenada pelo Sindasp-SP. Após a decisão final, a reportagem será atualizada.

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