Vereadores da região se mobilizam contra presídio em Araçariguama

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A possibilidade da construção de uma unidade prisional em Araçariguama está movimentando não só a Câmara Municipal da cidade, mas também de municípios vizinhos.


Vereadores contrários à instalação do presídio organizam um movimento para tentar impedir a construção. A iniciativa é do vereador de Araçariguama, Paulo Volcov (PV), que tem entrado em contato com colegas parlamentares para aderir à mobilização. 


Segundo ele, a construção de um presídio será um transtorno não apenas para sua cidade. “Um presídio em Araçariguama vai afetar toda a região, em especial, na área da Saúde. A cidade tem 20.000 pessoas, imagine se vier um presídio com capacidade de 5.000 detentos, que pode, inclusive, ter uma superlotação? Pode ocorrer também a vinda de algumas famílias para a cidade. E nossa rede de Saúde, que não é suficiente, vai ficar mais saturada”, explica Volcov. 

Segundo o vereador, a adesão dos municípios vizinhos pode dar maior peso político ao movimento, ajudando a convencer o governo estadual a repensar o projeto da construção do presídio. Paulo Volcov revela que já conta com apoio das Câmaras de Barueri, São Roque, Alumínio, Mairinque e Santana de Parnaíba. 

Reiterando a tese do colega de Araçariguama, o vereador de Barueri Alcides Munhoz Júnior (PRP) demonstrou apoio ao elaborar um requerimento pedindo a revogação da lei estadual que autoriza desapropriar a área para a construção da unidade prisional. Ele argumenta que o efetivo policial das cidades pode ser comprometido, e questiona se haverá reforço no patrulhamento. “Aqui em Barueri, onde há estrutura para as polícias, já é difícil, e não conseguimos policiar tudo, imagine em Araçariguama? E como vai ficar a região, com esse presídio?”, alerta. 


Conforme o decreto estadual nº 59.120, de 24 de abril deste ano, assinado pelo governador Geraldo Alckmin, a área em questão está localizada no na Estrada Municipal Spina, altura do Km 54 da Rodovia Castelo Branco e foi alocada pelo governo do Estado de São Paulo para a possível construção de uma unidade prisional ou de outros serviços públicos. O espaço para utilização é de 251 mil m².

 

Fonte: Web Diário

 

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