Funcionários da Saúde e da Segurança planejam entrar em greve

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Funcionários da Saúde e da Segurança planejam entrar em greve na próxima semana em SC

Em Florianópolis, serviço de coleta de lixo também deve parar, e segue impasse na Zona Azul

Depois do feriadão de Finados, a população de Santa Catarina deverá deparar-se com a paralisação de diversos serviços públicos no Estado. Os trabalhadores da Saúde entram em greve na terça-feira, enquando os servidores da Segurança Pública decidem na quarta-feira se param ou não as atividades. Em Florianópolis, os monitores que controlam o estacionamentos no centro seguirão em greve, que poderá também se estender à coleta de lixo.

Todas as categorias estão em negociação por reajuste salarial e melhoria nos benefícios. A única exceção são os funcionários da Zona Azul, na Capital, que querem a garantia de emprego mesmo com a possível privatização da empresa.

Confira como estarão os serviços a partir da terça-feira.

Saúde

A greve dos servidores da saúde pública começa no dia 3 de novembro, por deliberação em assembleia realizada no último dia 21. No caso do Centro de Pesquisas Oncológicas (Cepon), está garantido o serviço de urgência e emergência. Apenas as consultas marcadas serão suspensas. Num acordo com a direção do hospital, o comando de greve está administrando a relação de pacientes, garantindo grande parte dos atendimentos.

No Hemosc, o comando de greve da unidade administra o estoque para que não falte sangue. Nas maternidades, locais onde o movimento tem grande adesão, não será bloqueada entrada. Será mantido o atendimento à pacientes em trabalho de parto e parto prematuro. Também estará garantido o serviço em situações de urgência e emergência, exceto as cirurgias.

A categoria reivindica o aumento salarial em forma de reajuste linear, que incidiria também sobre o valor das vantagens na folha salarial. A Secretaria de Estado da Saúde, entretanto, apresentou a proposta de abono progressivo aos trabalhadores.

Ainda estão entre as reivindicações o reajuste do vale-alimentação de 80,65%, pagamento do vale-alimentação aos trabalhadores que estão em férias, de licença e aposentados, além do aumento de insalubridade.

Segurança pública

Os servidores estão em estado de greve desde o dia 14. A categoria promete não alterar o roteiro de manifestações programado para a próxima semana. A assembleia que decidirá pelo início ou não da paralisação esta marcada para quarta-feira, às 14h, no auditório do Cine Ritz, no centro da Capital.

Se o indicativo for aprovado, parte das atividades em presídios, penitenciárias, centros educacionais e unidades prisionais avançadas (UPA’s) deverá ser interrompida.

? Já comunicamos as Comarcas do Estado, o Judiciário, a Assembleia Legislativa e a Secretaria de Segurança ? afirmou Sebastião Teotonio Amorim, diretor de formação do Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Estadual de Santa Catarina (Sintespe).

Segundo ele, caso se inicie a paralisação, será formada uma comissão na assembleia de quarta-feira para definir quais serão os serviços que continuarão e como eles serão mantidos.

Agentes, monitores e servidores administrativos do sistema penitenciário estadual querem o pagamento do benefício do risco de vida, cortado em setembro; a descompactação da tabela salarial, congelada desde 2003; e o aumento do vale-alimentação.

Comcap

Depois da paralisação na manhã de quarta-feira, os funcionários da Comcap (Companhia de Melhoramentos da Capital) podem voltar a entrar em greve na próxima terça-feira. Uma nova assembleia está programada para as 7h.

Na manhã desta sexta, os trabalhadores chegaram a se reunir novamente com a direção da empresa, mas não houve acordo. Eles reivindicam reajuste salarial, melhores condições de trabalho e a realização de um concurso público para a contratação de novos funcionários.

Caso seja confirmada a greve, cerca de 350 toneladas de lixo deixarão de ser recolhidas em Florianópolis por dia.

Zona Azul

A privatização do serviço da Zona Azul na Capital será votada na terça-feira, a partir das 19h, na Câmara dos Vereadores. Até lá, a grande maioria dos monitores de estacionamento permanece paralisada. Apenas os trabalhadores contratados nesta semana ? cerca de 30, segundo informações do Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis (Ipuf) ? estarão trabalhando na fiscalização dos veículos no centro da cidade.

De acordo com o representante da comissão de trabalhadores, Alexandre Fernandes, a decisão sobre a continuidade da greve será tomada somente após a votação do projeto de lei sobre a privatização serviço. Os grevistas lutam pela garantia da manutenção do emprego mesmo diante da aprovação do projeto.

Fonte: Diário Catarinense
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